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Livrologia

Livrologia

27
Set20

N√£o sei bem o que tem acontecido pelo mundo cor-de-rosa

bookinices.pngN√£o sei bem o que tem acontecido pelo mundo cor-de-rosa, pelo que parece muito pouco.

 

Isto é só festas

Afinal, houve outra festa de arromba, onde se cantou Parabéns à Covid, Nesta data querida, Muitas felicidades, poucos anos de vida, Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas... 

 

Entretanto...

... procurei mais notícias cor-de-rosa para comentar, mas só me apareceu isto:

noticias.png

Desisti.

26
Set20

A hiperactividade noticiosa em terapia

bookinices.pngTanta hiperactividade noticiosa com défice de bom senso, que nem sei bem por onde começar.

Todas as notícias são deliciosamente arrepiantes, por isso aqui vai:

O Sítio do Picapau Amarelo

Come√ßo por um bairro com vista desafogada para o Tejo, com nuances elitistas de presidentes da c√Ęmara que adoravam l√° viver, mas que n√£o podem, s√≥ porque sim. O amarelo do bairro n√£o √© suficientemente cinematogr√°fico para as grandes interpreta√ß√Ķes art√≠sticas da pol√≠tica. Mas a vista √© espectacular.

 

Uma festarola do caraças

Mais adiante uma festa de arromba - at√© o Gato Fedorento l√° foi -¬†em que o √ļnico problema foi o caminho para l√° chegar.¬†Continuo sem perceber o que se celebra l√°. Talvez a democracia da Coreia do Norte.

 

Um banco mau, mas t√£o mau de bom que tinha de ser inventado, e Portugal est√° na vanguarda

H√° descontos e promo√ß√Ķes.

H√° auditorias secretas e apetitosas.

E o cliente 58 que os meus impostos adorariam saber quem é.

 

O futebol jogado com raquetes

Ora num dia António Costa está na Comissão de Honra do Benfica, ora no outro já não está. E restou uma questão existencial: quem lá esteve foi o cidadão ou o primeiro-ministro?

 

Miss X, define André Ventura numa frase

Os coment√°rios do Correio da Manh√£ com pernas.

31
Ago20

Cada lugar aonde chego é uma surpresa

Cada lugar aonde chego é uma surpresa e uma maneira diferente de ver os homens e coisas.

Viajar para mim nunca foi turismo. Jamais tirei fotografia de país exótico.

Viagem é alongamento de horizonte humano.

Na √ćndia foi onde me senti mais dentro de meu mundo interior. As can√ß√Ķes de Tagore, que tanta gente canta como folclore, tudo na √ćndia me d√° uma sensa√ß√£o de levitar. Note que n√£o visitei ali nem templos nem faquires.

O impacto de Israel tamb√©m foi muito forte. De um lado, aqueles homens construindo, com entusiasmo e vibra√ß√£o, um pa√≠s em que brotam flores no deserto e cultura nas universidades. Por outro lado, aquela humanidade que vem √† tona pelas escava√ß√Ķes. Ver sair aqueles jarros, aqueles textos sagrados, o mundo dos profetas. Pisar onde pisou Isa√≠as, andar onde andou Jeremias ‚Ķ Visitar Nazar√©, os lugares santos!

A Holanda me faz desconfiar de que devo ter parentes antigos flamengos. Em Amsterd√£, passei quinze dias sem dormir. Me dava a impress√£o de que n√£o estava num mundo de gente. Parecia que eu vivia dentro de gravuras.

Quanto a Portugal, basta dizer que minha av√≥ falava como Cam√Ķes. Foi ela quem me chamou a aten√ß√£o para a √ćndia, o Oriente: ‚ÄúCata, cata, que √© viagem da √ćndia‚ÄĚ, dizia ela, em linguagem n√°utica, creio, quando tinha pressa de algo, ch√°-da-√ćndia, narrativas, passado, tudo me levava, ao mesmo tempo √† √ćndia e a Portugal.

Cecília Meireles in Última Entrevista

@ Revista Bula

30
Ago20

Em plena época de tontices

bookinicessummer.png

Em plena época de tontices, Agosto não se deixou ficar atrás do mês passado e continua imparável no seu despropósito, não estivéssemos em 2020.

 

‚ėľ¬†H√° uma pequena probabilidade de um aster√≥ide atingir a Terra em Novembro, segundo a NASA, o que seria excelente para acabar 2020 em grande. Infelizmente a √ļnica solu√ß√£o para todos os problemas da humanidade √© estatisticamente remota e n√£o apresenta uma amea√ßa para a Terra!¬†

 

‚ėľ Rui Pinto admitiu ser um pirata inform√°tico e que a culpa foi das v√≠timas¬†que lhe deram facilmente acesso aos seus emails. Os psicopatas tamb√©m dizem o mesmo para justificarem os seus crimes. De qualquer modo, qual Robin Hood, alegou que a sua culpa deveria ser diminu√≠da, porque os seus motivos eram nobres, o de revelar crimes. Ainda bem que Rui Pinto est√° do lado do bem, o que quer que isso signifique.

 

‚ėľ Gra√ßa Freitas anda de cabe√ßa perdida e n√£o sabe muito bem o que fazer com a Festa do Avante. Provavelmente n√£o sabe bem o que √© nem para que serve. N√≥s tamb√©m n√£o.

29
Ago20

Os velhotes n√£o s√£o t√£o fofinhos e n√£o ficam bem nas selfies

bookinicessummer.png

António Costa é a minha pessoa favorita do mês.

Para al√©m de ser uma galinha, que gr√£o a gr√£o vai enchendo o papo de arrog√Ęncia incontest√°vel, √© tamb√©m burro velho que nenhuma albarda nova disfar√ßa e que de tanto assobiar deixa fugir as cabras pela boca fora.

Bastassem os provérbios para transmitir sabedoria a S. Bento e bom senso, só que vozes de sábio não chegam ao céu de quem não quer saber.

E perante uma catástrofe humanitária a Ordem dos Médicos agiu depressa, tão depressa que ninguém percebeu bem de onde veio tamanha competência: faz uma inspecção urgente ao Lar de Reguengos, descreve num relatório a situação dramática e faz chegar o caso às autoridades.

A Ordem dos Médicos quis ser mais costista que Costa e arrasou com um excelente marketing humanitário. Só assim se percebe ter agido assim no Lar de Reguengos e não ter mexido um dedo sequer - nem o dedo mindinho - para inspeccionar outros lares em situação calamitosa semelhante.

António Costa ficou chateado, claro que ficou chateado. Até se sentiu insultado pela ousadia da Ordem dos Médicos em mostrar a realidade que ele tanto gosta de embelezar com jogos de palavras e desculpas para justificar a não responsabilização do Estado em coisa nenhuma.

Uma coisa sabemos: a culpa nunca é de António Costa. De quem é já nem importa.

Quem se lixa são os velhotes por esse país fora, porque quem merece a nossa atenção é o cão e o gato abandonados, que os velhotes não são tão fofinhos e não ficam bem nas selfies.

28
Ago20

O conto ¬ęSaga¬Ľ¬†foi inspirado em Jan, o bisav√ī de Sophia

con1.png

Isabel Nery na biografia que esceveu sobre Sophia e que estou a ler neste momento conta que o conto Saga¬†foi inspirado em Jan, o bisav√ī de Sophia:

 

Al√©m de uma hist√≥ria de fam√≠lia, j√° passada de gera√ß√£o em gera√ß√£o, a aventura de Jan com o urso e a expuls√£o do navio inspiraram um dos textos mais claramente autobiogr√°ficos de Sophia, o conto ¬ęSaga¬Ľ, publicado no livro Hist√≥rias da Terra e do Mar, em 1984.

(...)

Em entrevista de 1985, Sophia admite que o conto ¬ęSaga¬Ľ nasceu de uma hist√≥ria de fam√≠lia:

O meu bisav√ī veio realmente de uma ilha na Dinamarca, embarcado √† aventura e foi assim que acabou por chegar ao Porto. O epis√≥dio da saga com o capit√£o, o do n√ļmero de circo com a pele de urso no cais, o abandono do navio - tudo isso aconteceu de facto.Tamb√©m s√£o verdadeiras as palavras que ele disse, mais tarde, a uma das netas: "O mar √© o caminho para a minha casa".

in Sophia de Mello Breyner Andresen de Isabel Nery

26
Ago20

Jan não só permaneceria em terra, como se fixaria nesse imprevisto apeadeiro

1024px-Porto_ships_c1835.jpg

Movimento de navios no rio Douro em 1835 @ pt.wikipedia.org

 

Sem surpresa, portanto, também Jan escolheu o mar. Talvez contra a vontade dos pais, talvez clandestino. Em 1840 embarca no navio Fanni que o fará acostar pela primeira vez o Porto, numa manhã de Verão.

Nem deveria ter pisado solo portugu√™s, impedido que estava pelas regras a que as embarca√ß√Ķes estrangeiras eram sujeitas. Mas, atra√≠do pela curiosidade ou levado por aquela energia que √© dada em demasia √†s mentes p√ļberes, arriscou sair. N√£o seriam mais de dois ou tr√™s passos a distar entre o solo de madeira da embarca√ß√£o e o ch√£o de pedra do cais. Mas mudaram-lhe o destino.

(...)

Nada disso podia imaginar o jovem insubordinado de 14 anos que, segundo reza a lenda familiar, acabaria expulso do barco pelo capitão, zangado com as habilidades e excentricidades do garoto. Debaixo de uma pele de animal selvagem, e sem saber falar português, gesticulou o que seria a encenação de uma caça ao urso. Os transeuntes gostaram tanto que foram atirando moedas. Não se sabe se as terá conseguido guardar ou se foi mesmo sovado pelo capitão, enraivecido com o espectáculo que encontrou de regresso ao navio. Sabe-se, sim, que Jan não só permaneceria em terra, como se fixaria nesse imprevisto apeadeiro. Até morrer.

in Sophia de Mello Breyner Andresen de Isabel Nery

2019 foi o ano que escolhi para ler Sophia de Mello Breyner
Visitem o mundo encantado de Sophia
Em 2021 irei ler Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
bookinices_spring.png
A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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