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Livrologia

Livrologia

14
Mar16

As pessoas têm estrelas

As pessoas têm estrelas, que não são as mesmas para todas elas. Para uns, os que viajam, as estrelas são guias. Para outros não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu homem de negócios, eram ouro. Todas essas estrelas, porém, permanecem caladas. Mas tu terás estrelas como ninguém tem...

Antoine de Saint-Exupéry-O Principezinho

14
Mar16

Antoine de Saint-Exupéry| Voar, o melhor dos fascínios

Voar sempre fascinou Saint-Exupéry. E voar é, de facto, o melhor dos fascínios.

E um dia, num dos seus voos¬†de Paris para Saig√£o despenhou-se, juntamente com o seu mec√Ęnico adjunto, em pleno¬†Deserto do Saara. Vaguearam pelo deserto durante 3 a 4 dias e, quase desidratados, foram salvos pelas tribos nativas.

Quero acreditar que foi exactamente este o momento em que ele sentiu¬†O Principezinho a nascer-lhe no cora√ß√£o. √Č assim tamb√©m que o livro come√ßa, com um avi√£o ca√≠do no deserto e um aviador √† espera de ser salvo. E que o foi, de facto, pela sabedoria de uma crian√ßa.

2.jpgImagem www.transcend.org

14
Mar16

Sempre assim foi e sempre assim ser√°!

Est√°s a ver, eu interrogava-me sempre, nessa altura: por que sou t√£o parvo que n√£o quero ser mais inteligente, s√≥ porque os outros s√£o parvos e eu tenho a certeza disso? Depois descobri, S√≥nia, que se ficarmos √† espera que os outros todos se tornem inteligentes, muito tempo se passar√°... Descobri ainda que isso nunca vai acontecer, que as pessoas nunca v√£o mudar por si e tamb√©m ningu√©m as far√° mudar, nem merece a pena o esfor√ßo! Sim, √© isso! √Č uma lei... Uma lei, S√≥nia! √Č verdade!... E agora sei, S√≥nia, que quem for forte de esp√≠rito e de mente ser√° soberano dos homens! Para eles, quem muito ousar ter√° raz√£o! Quem menos escr√ļpulos tiver, ser√° o legislador deles! Quem ousar mais do que os outros, ter√° ainda mais raz√£o! Sempre assim foi e sempre assim ser√°!

Fiódor Dostoiévski-Crime e Castigo

14
Mar16

Fiódor Dostoiévski| A ficção e a realidade tão próximas e quase indissociáveis

Passo a passo e seguindo o meu ciclo de leitura A Lista de Harold Bloom, estou a ler Os Demónios de Dostoiévski.

Todos os livros dele são intemporais, mas podemos presenciar este aqui e agora. Todo o caos social e ideológico que ele descreve nestas páginas está também ele a acontecer neste momento. Chega a ser assustador ver a ficção e a realidade tão próximas e quase indissociáveis.

2.jpg

Imagem www.pinterest.com

14
Mar16

As flores são tão contraditórias!

Nessa altura n√£o fui capaz de perceber nada. Devia t√™-la julgado pelos actos e n√£o pelas palavras. Ela perfumava-me e esclarecia-me. N√£o devia ter fugido. Devia ter adivinhado a sua ternura para al√©m das suas pobres ast√ļcias. As flores s√£o t√£o contradit√≥rias! Mas eu era jovem de mais para a saber amar.

Antoine de Saint-Exupéry-O Principezinho

14
Mar16

Sementes

Na verdade, havia no planeta do principezinho, como em todos os planetas, ervas boas e ervas ruins. Portanto, devia haver sementes boas de boas ervas e ruins sementes de ervas ruins. Mas as sementes não se vêem. Dormem no segredo da terra até que, a uma delas, lhe dê para acordar. Então espreguiça-se e lança, a princípio timidamente, na direcção do Sol, uma encantadora hastezinha inofensiva.

Se for uma haste de cenoura ou de roseira, podemos deixá-la crescer à vontade. Mas se se trata de uma planta daninha, mal se dê por isso é necessário arrancá-la imediatamente.

Antoine de Saint-Exupéry-O Principezinho

14
Mar16

Juan Ramón Jiménez| 27 Poemas

Nesta pequena compilação de poemas de Juan Ramón Jiménez, há também uma pequena selecção de outros tantos de Rafael Alberti.

Nas minhas demandas por Jiménez, encontrei-o só, sentado numa estante da biblioteca, amarelecido pelas manhãs de sol e noites estreladas.

Estou feliz por tê-lo encontrado no meu caminho.

14
Mar16

Juan Ram√≥n Jim√©nez| Um ser humano tel√ļrico

Juan Ram√≥n √©¬†humanamente tel√ļrico, como se os nossos p√©s fossem ra√≠zes e os nosso bra√ßos ramos que se erguem¬†em busca da luz do sol.¬†

A sua poesia tem estrelas, vento, flores e água fria. E nós leitores, com o ouvido encostado, escutámo-la por detrás do chão, a bater num pulsar desenfreado, qual coração da terra.

14
Mar16

Quero que me queiram

Eu vou morto pela luz

agreste das ruas; chamo

com todo o meu corpo a vida;

quero que me queiram; falo

a quantos me emudeceram,

e logo estou soluçando,

rubro de amor este sangue

desdenhoso de meus l√°bios.

 

E quero ser outro, e quero

ter coração, e ter braços

infinitos e sorrisos

imensos, para esses prantos

que deram j√° tantas l√°grimas

por minha culpa!

Juan Ramón Jiménez-27 Poemas

14
Mar16

Fiódor Dostoiévski| Coração Débil

Vássia é um homem que se deixa dominar completamente pela emoção.

Obcecado pelas expectativas que os outros t√™m sobre ele, vive numa preocupa√ß√£o exacerbada com aquilo que ainda n√£o aconteceu.¬†Quando finalmente atinge a felicidade, esta transtorna-o de tal maneira que a¬†loucura √© a √ļnica que o espera no cais para partirem juntos numa estranha forma de vida.

Neste¬†conto intemporal, as inquieta√ß√Ķes de outrora s√£o tamb√©m as de hoje. A perfei√ß√£o que perseguimos em direc√ß√£o a uma felicidade que, quando chega, √©-nos irreconhec√≠vel.

 

Como era possível que alguém perdesse o juízo por gratidão?

Quanto mais leio menos sei
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
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Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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