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Livrologia

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14
Jul16

Selma Lagerlöf| Escritora, mas acima de tudo, mulher

A situação financeira da família entra em declínio, e começa a fazer pequenos trabalhos para se manter.

Com a ajuda financeira de um empréstimo feito pelo seu irmão Johan, Selma entra para a Kungliga höga lärarinneseminariet, escola que formava professoras e que se preocupava com a causa feminista, incentivando a independência e o progresso social da mulher.
Aos 27 anos, conclu√≠dos os estudos, √© nomeada professora de Hist√≥ria em Landskrona, cidade √† margem do √Ėresund. Diz-se que cortou os cabelos, que sempre usara em tran√ßas, num gesto que na √©poca era escandaloso e visto como sinal de emancipa√ß√£o feminina.

lagerlof_2.jpgImagem www.nobelprize.org

14
Jul16

Selma Lagerlöf| O Livro das Lendas

Ler Selma Lagerlöf é entrar num mundo cristalino de tranquilidade, de ingenuidade e sorrisos de criança.

Foi uma das autoras que escolhi para intercalar as minhas leituras dos russos, exactamente pela sua leveza.

De todas, as minhas lendas favoritas: A rapariga do Brejo Grande (uma belíssima história de amor); A minha de prata (sobre a cegueira que a riqueza transmite); e O balão (deverão os sonhos ser perseguidos, mesmo quando já foram perdidos?).

 

Neste livro:

A lenda de uma dívida

A rapariga do Brejo Grande

A mina de prata

A lenda da Rosa do Natal

A marcha nupcial

O violinista

Uma lenda de Jerusalém

Porque durou tanto o papa

O bal√£o

14
Jul16

Selma Lagerlöf| A ave-do-paraíso

Selma Lagerl√∂f nasceu com um problema¬†na perna esquerda e, aos tr√™s anos de idade, viu-se subitamente impedida de andar.¬†Com as pernas inertes, passou a inf√Ęncia sem brincar muito e a ouvir as hist√≥rias e lendas contadas pela sua ama, Kaysa.¬†

Era uma criança sossegada, mais séria do que as outras da mesma idade, com um profundo fascínio pela leitura.

Aos 15 anos, depois de ter dedicado toda a inf√Ęncia √† leitura, Selma decidiu que seria escritora e passou a escrever milhares de versos. Estava constantemente a escrever poesia, mas nunca publicou nada. S√≥ o fez j√° muito tarde na vida.

Diz-se que num Verão, viajou com a família para uma estação de águas, em Strömstad, onde conheceu a esposa do capitão de um navio. Quando foi convidada a visitar o navio, Selma viu uma ave-do-paraíso e, na sua inocência infantil, achou-a capaz de fazer milagres, facto que a fez, repentinamente, voltar a andar, apesar de continuar a coxear, por causa das dores que sentia na perna esquerda. 

selma.jpegImagem commons.wikimedia.org

14
Jul16

Fiódor Dostoiévski| O Idiota

Ler O Idiota é como viver no sonho de alguém.

Viajar por um país de maravilhas cheio de miragens, em que o nada pode ser tudo e o tudo pode ser nada.

De todos os livros que li até agora de Dostoiévski, este foi o que menos gostei.

N√£o sei se o compreendi, a este livro cheio de absurdo.

Mas o que é a realidade, senão absurdo?

14
Jul16

Esta f√© c√Ęndida e presun√ßosa de um tolo que n√£o duvida de si nem do seu talento

H√°, por esse mundo, uma multid√£o de pessoas desta esp√©cie, mais at√© do que se julga. Dividem-se, como todos os homens, em duas categorias principais: os que s√£o limitaods e os que s√£o ¬ęmais inteligentes¬Ľ. Os primeiros s√£o os mais felizes. Um homem ¬ęvulgar¬Ľ de esp√≠rito limitado pode muito facilmente julgar-se extraordin√°rio e original, e comprazer-se sem mod√©stia nesse pensamento.

Bastou a algumas das nossas jovens cortar os cabelos, usar √≥culos azuis e dizerem-se niilistas para logo se persuadirem de que tais √≥culos lhes conferiam ¬ęconvic√ß√Ķes¬Ľ pessoais. Bastou a determinado homem descobrir na sua alma um √°tomo de sentimento humanit√°rio e bondade para logo garantir que ningu√©m experimenta semelhante sentimento e que √© um pioneiro do progresso social.

Bastou a outro assimilar um pensamento que ouviu formular ou leu num livro sem princípio nem fim, para imaginar que esse pensamento lhe pertence e que germinou no seu cérebro.

(...)

Esta f√© c√Ęndida e presun√ßosa de um tolo que n√£o duvida de si nem do seu talento (...)

Fiódor Dostoiévski-O Idiota

Quanto mais leio menos sei
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