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Livrologia

Livrologia

21
Mar17

Knut Hamsun| O l√≠der da revolta neo-rom√Ęntica

Relativamente à evolução de Hamsun como escritor, é muito mais difícil de descrever o seu percurso evolutivo. Ao contrário de praticamente todos os outros escritores que já viveram, Hamsun parece ter surgido totalmente formado, livre de qualquer tradição literária definível, ou mesmo influências explícitas. 

Após um longo período de tempo a escrever juvenilia, Hamsun levantou a sua voz aos trinta e poucos anos - e era diferente de qualquer outra que se tinha feito ouvir.

Segundo¬†Hamsun, a escrita daquele tempo era dominada por volumes com enredos laboriosos cheios de conversa fiada e prosa artificial que continha pouca profundidade psicol√≥gica e emocional.¬†Hamsun revoltou-se contra todas essas conven√ß√Ķes, tornando-se no l√≠der da revolta neo-rom√Ęntica no virar do s√©culo, resgatando o romance da tend√™ncia do¬†naturalismo excessivo.

Utilizando um estilo simultaneamente cortante e surpreendentemente l√≠rico, escreveu pequenas hist√≥rias, muitas vezes na primeira pessoa, baseadas menos em ac√ß√Ķes, e mais focadas nas¬†maquina√ß√Ķes complicadas, contradit√≥rias e muitas vezes brutais da mente e do cora√ß√£o humanos.

O resultado foi uma s√©rie de romances "psicol√≥gicos" de tirar o f√īlego, que surpreenderam tanto os cr√≠ticos como os leitores.

Pesquisa, adaptação e tradução livre do inglês de www.theguardian.com e www.britannica.com

 

Resultado de imagem para Knut Hamsun

Imagem no.wikipedia.org

21
Mar17

Knut Hamsun| Um verdadeiro autodidacta

Resultado de imagem para young knut hamsunImagem burningpyre.blogspot.pt

20
Mar17

Selma Lagerlöf| O Cocheiro da Morte

Um conto em particular desta colect√Ęnea de contos - O Cocheiro da Morte -, que me andou a profanar as v√≠sceras, a violar o meu segredo, a transgredir-me, arrombando as cren√ßas que me contaram, devassando as ra√≠zes que me sustentam, sussurando-me a verdade que sempre neguei por n√£o conhecer outra.

Um conto que detestei ler desde o seu início, que abandonei a meio, que retomei e abandonei outra vez, que recusei ler, com quem batalhei.

√Č sempre assim com hist√≥rias que v√£o aniquilar vazios que pensei estarem cheios, que v√£o crua e desumanamente contar aquilo que n√£o quero ler, destruindo¬†partes de mim que ir√£o renascer numa outra dimens√£o.

Nas suas √ļltimas p√°ginas n√£o o quis¬†abandonar, retardando a sua leitura para n√£o chegar ao seu fim, que criou um novo in√≠cio em mim.

Fiquei sem saber o que dizer sobre este silêncio de abandono em que ele me deixou.

 

Neste livro:

O Cocheiro da Morte

A Lenda de Santa L√ļcia

O Tocador de Violino

Sigrid, a Soberba

A Saga de Reor

A Velha Agneta

O "Tomte" de Toreby

O Caminho entre o Céu e a Terra

20
Mar17

Senhor, fazei com que a minha alma alcance a maturidade antes de ser ceifada!

Em breve vir√° a manh√£ do primeiro dia do ano, David, e, ao acordarem, o primeiro pensamento dos homens ser√° para o novo ano; pensar√£o em tudo o que esperam e desejam que este ano lhes traga e depois pensar√£o no futuro. E o que eu queria era poder aconselh√°-los a n√£o pedirem nem a felicidade do amor, nem o sucesso, nem a riqueza ou ¬†a longa vida, nem sequer a sa√ļde. N√£o, que se limitem a juntar as m√£os e a concentrar as ideias num √ļnico pedido: ¬ęSenhor, fazei com que a minha alma alcance a maturidade antes de ser ceifada!¬Ľ

Selma Lagerlöf-O Cocheiro da Morte

20
Mar17

Dou a liberdade aos escravos e arranco os reis dos seus tronos

-Eu sou a força que tem poder sobre os filhos dos homens - responde o cocheiro, e a sua voz torna-se grave. -Vou incomodá-los, quer morem em casas altas ou em caves miseráveis. Dou a liberdade aos escravos e arranco os reis dos seus tronos. Não há fortaleza suficientemente poderosa para que eu não lhe possa escalar as muralhas. Não há ciência que consiga parar o meu caminho. Atinjo as pessoas que, em segurança, viviam felizes, e dou bens e heranças aos miseráveis que sofreram a pobreza.

Selma Lagerlöf-O Cocheiro da Morte

19
Mar17

Como se as l√°grimas a impedissem de cumprir um dever

Estão os dois profundamente tristes. A mulher chora em silêncio e às vezes limpa os olhos com um lenço amachucado. Tem gestos bruscos, como se as lágrimas a impedissem de cumprir um dever. Os olhos do homem estão também vermelhos de emoção, mas não se deixa levar pelo desgosto, porque não está só.

Selma Lagerlöf-O Cocheiro da Morte

P√°g. 1/11

A leitura em todo o lado

O autor português de 2021 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
Visitem o seu mundo encantado
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Tudo o que escrevi para Os Desafios da Abelha est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
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A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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