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Livrologia

by Miss X

Livrologia

by Miss X

24
Jul17

Que te importa o que dizem em voz baixa?

¬ęPorque o √Ęnimo teu tanto se prende¬Ľ,

disse o Mestre, ¬ęque te torna o andar lento?

Que te importa o que dizem em voz baixa?

 

Segue-me e deixa falar as gentes:

est√° firme como torre que n√£o abala

jamais o alto soprar do vento;

 

que sempre o homem, em cuja mente se aglomeram

os pensamentos, se afasta do fim que deve encarar,

porque o √≠mpeto dum pensamento torna d√©bil o outro.¬Ľ

Dante-A Divina Comédia

O Purgatório-Canto V

23
Jul17

Errando, de livraria em livraria.

N√£o sei que idade teria quando entrei pela primeira vez numa livraria, mas sei que foi pela m√£o do meu pai. Era o seu passatempo favorito: ir por Lisboa errando, de livraria em livraria.

E eu, tentando acompanhar os seus passos gigantes, corria ao lado dele, enquanto ele me explicava que existiam livrarias que eram ¬ęcemit√©rios de palavras cheias de teias de aranha que se eternizam nos cantos dos m√≥veis¬Ľ.

Outras havia em que ¬ęas palavras se envergonhavam e onde poder√≠amos encontrar de costas voltadas, para que n√£o fossem reconhecidos, Shakespeare e Goethe¬Ľ.

Nalgumas livrarias seríamos bem-vindos, noutras o meu pai sabia que não iria encontrar nada que lhe interessasse e que seríamos observados com ar aborrecido.

Havia ainda outras onde alguns livros gritariam: ¬ęSocorro, tirem-me daqui!¬Ľ Mas todas elas tinham um nome para al√©m do seu nome: o nome do livreiro que l√° estava.

A livraria do senhor Vicente, a do senhor Barata, a do senhor Braga, a do senhor Armando, a do senhor Nuno de Cascais. Hoje ainda temos livrarias com nome, ainda que sejam quase todas do "monsieur" Fnac ou Bertrand...

Jaime Bulhosa
in Pó dos Livros
23
Jul17

Se os homens tivessem podido conhecer todas as coisas

¬ęContentai-vos de conhecer as obras de Deus; porque

se os homens tivessem podido conhecer todas as

coisas, fora in√ļtil o parto de Maria;

 

Vede no mundo homens insignes desejarem, sem

resultado, conhecer a causa das coisas; e o

n√£o conseguir, eternamente, constitui a sua pena (...)¬Ľ

Dante-A Divina Comédia

O Purgatório-Canto III

23
Jul17

Onde o humano espírito se purifica

Para navegar em águas menos difíceis,

j√° a fr√°gil barca do meu engenho

deixa atr√°s de si o mar revolto;

 

e vou cantar aquele segundo reino,

onde o humano espírito se purifica;

e se torna digno de subir ao céu.

Dante-A Divina Comédia

O Purgatório-Canto I

23
Jul17

Dante Alighieri| O Purgatório de Dante

O Purgatório é a segunda parte d' A Divina Comédia de Dante Alighieri.

√Č a cria√ß√£o mais original de Dante,¬†visto que ao contr√°rio do Inferno e do Para√≠so, que √† data eram concep√ß√Ķes j√° imaginadas por v√°rias¬†religi√Ķes, o Purgat√≥rio, na √©poca em que A Divina Com√©dia foi escrita, era um novo dogma da Igreja Cat√≥lica.

Segundo Dante, o Purgat√≥rio √© um espa√ßo intermedi√°rio, que se encontra na parte¬†austral¬†do planeta, onde existe uma √ļnica ilha com uma grande montanha no centro, que sobe at√© alcan√ßar os c√©us: o Monte Purgat√≥rio.

O Purgatório seria essa mesma montanha composta por círculos ascendentes (as cornijas), reservados àqueles que se arrependeram em vida pelos seus pecados e que se encontram em penitência. 

No Purgatório as almas assistem à punição das outras almas que por terem pecado mais "intensamente" foram para o Inferno.

Adaptado de pt.wikipedia.org

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