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Livrologia

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16
Jan18

Aleksandr Pushkin| Expressando a consciência nacional tão completamente que transcende as próprias barreiras nacionais

pushkin2.pngImagem www.cartoonstock.com

 

O trabalho de Pushkin - com a sua nobreza de concep√ß√£o e a sua √™nfase na responsabilidade c√≠vica (evidenciada no seu comando ao poeta-profeta para "disparar os cora√ß√Ķes dos homens com as suas palavras"), o vigor com que afirma a vida, a sua confian√ßa no triunfo da raz√£o sobre o preconceito, da caridade humana sobre a escravid√£o e a opress√£o -¬†ecoou por¬†todo o mundo.

Traduzido quase em todas as línguas, as suas obras são criadas, expressando a consciência nacional tão completamente, que transcende as próprias barreiras nacionais.

Tradução livre do inglês de www.britannica.com

16
Jan18

Ler os livros da nossa vida

coffee.jpgCom tantos livros lidos e outros tantos por ler, n√£o me perco por entre estas centenas (n√£o ser√£o j√° milhares?) de p√°ginas onde descanso a palma da m√£o, enquanto a minha mente as percorre avidamente.

Sirvo-me de ciclos de leitura pessoais, quais estrelas da manh√£, que me guiam por aqueles livros que nem sempre quero ler, mas que preciso de ler.

Há um momento na leitura, em que chegamos a esta encruzilhada de parágrafos, que nos pede para escolher ler os livros que todos devem ler antes de morrer, ou dizendo-o à guisa de eufemismo, ler os livros da nossa vida e da vida do mundo.

13
Jan18

Cada pessoa tamb√©m deve ter o seu pr√≥prio n√ļmero de p√°ginas para o que precisa de viver

Paper & ClothImagem www.pinterest.pt
 
Contava Nabokov que um editor lhe disse ter cada escritor gravado em si o n√ļmero de p√°ginas que nunca ultrapassar√° num livro. O dele, pelos vistos, era o 385. Pensando na velha frase de Wilde que diz ser a vida que imita a arte e n√£o o contr√°rio, d√° vontade de dizer que, na vida, existem os¬†sprinters, que vivem como se vivessem na escrita de Tchekov, escritor de respira√ß√£o curta, capaz de explicar a vida inteira de um ser humano em poucas p√°ginas, e¬†stayers¬†que vivem como na escrita de Tolstoi, que escreve dezenas de p√°ginas sobre um simples pormenor. Tomando como ponto de partida a dura√ß√£o, n√£o faz sentido falar em escritores revolucion√°rios ou conservadores. N√£o se √© revolucion√°rio ou conservador na literatura por se ser¬†stayer¬†ou¬†sprinter. Na vida, por√©m, as coisas s√£o diferentes. De acordo com uma l√≥gica da dura√ß√£o, viver como se estiv√©ssemos num romance de Tolstoi tem um sentido conservador, enquanto viver como num conto ou no teatro de Tchekov, revela um impulso para a mudan√ßa, viver sob o dom√≠nio do instante e da fugacidade. Enquanto¬†Guerra e Paz¬†parece nunca mais acabar, porque haver√° sempre mais alguma coisa para dizer ou reflectir, Tchekov passa de um conto ou de um texto dram√°tico para outro como uma r√£ de nen√ļfar em nen√ļfar.
 
Na vida, ser conservador √© querer mudar apenas quando o que se vive j√° n√£o pode ser salvo. √Č ver tudo como um livro que dura, em que haver√° sempre mais uma frase, um par√°grafo, um cap√≠tulo para escrever. √Č continuar a aceitar o que est√° vivo e respira, evitando-se apenas o que ficou moribundo e chegou ao fim. Cada pessoa tamb√©m deve ter o seu pr√≥prio n√ļmero de p√°ginas para o que precisa de viver, independentemente dos anos que ir√° viver.¬†Uns precisam de mais, outros precisam de menos. Por√©m, haver√° ainda os que gostariam de viver como o¬†Guerra e Paz¬†s√≥ que n√£o t√™m jeito para isso. N√£o √© f√°cil ser conservador, tal como n√£o √© f√°cil escrever muito e menos ainda escrever bem. √Č muito mais f√°cil acordar de manh√£ com impulsos de mudan√ßa e puramente virado para a ac√ß√£o.
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