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Livrologia

Livrologia

23
Ago18

William Faulkner| O seu bisav√ī

  Resultado de imagem para faulkner grandfather~William Clark Falkner

Coronel William Clark Falkner, bisav√ī do escritor

@www.findagrave.com

 

O mais velho de quatro filhos de Murry Cuthbert e Maud Butler Falkner, William Faulkner (como mais tarde viria a escrever o seu apelido) estava bem ciente¬†dos seus antecedentes familiares (descendia de uma antiga e ilustre fam√≠lia sulista),¬† especialmente¬†do seu bisav√ī, o coronel William Clark Falkner, uma figura violenta, qui√ß√° colorida, que galantemente lutou durante a Guerra Civil, construiu o caminho de ferro local e publicou um livro popular e rom√Ęntico¬†The White Rose of Memphis.

A grandiosidade do "Old Colonel", como todos o chamavam, manteve-se na memória dos seus filhos e netos.

Faulkner¬†abra√ßou firmemente o legado do seu bisav√ī e escreveu sobre ele¬†nos seus primeiros livros. Foi retratado como o velho Coronel Sartoris em Sartoris (1929) e em v√°rios outras obras.

21
Ago18

E abri a página do próximo livro

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Agarrei Tolstoi pela contracapa e suavemente disse-lhe que era tempo de partir.

Dei-lhe a mão e deixei-o à porta da biblioteca por onde entrou sem olhar para trás.

Tanto tempo passado naquelas p√°ginas e nem uma se virou para mim.

Nem um aceno. Egoístas os livros.

Só pensam no próximo leitor.

E abri a página do próximo livro.

21
Ago18

William Faulkner| O seu Mississípi

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Rowan Oak, Casa de William Faulkner em Oxford Mississípi © Charles & Mary Love | www.thealleycatblog.com

 

Localizada a cerca de uma hora de carro de Memphis (Mississippi, EUA), Oxford seria mais uma pacata cidadezinha sulista se não fosse por dois factos: ser a sede da Universidade do Mississípi e a terra natal de William Faulkner.

...

Mais conhecida como ‚ÄúOle Miss‚ÄĚ, a universidade movimenta a vida cultural e econ√≥mica de Oxford, que tem cerca de 50 mil habitantes. Em 1962, a institui√ß√£o entrou para a hist√≥ria dos direitos civis quando o aluno James Meredith entrou escoltado por tropas federais para garantir a sua seguran√ßa na sala de aula. Foi o primeiro afro-americano a¬†frequentar¬†a universidade.

...

Oxford faz parte do condado de Lafayette, fundado em 1830 numa √°rea que pertencia ao povo ind√≠gena Chickasaw, que foi expulso. Os nativos¬†chamavam-na de¬†Yoknapatawpha, o que significa ‚Äúterra arruinada‚ÄĚ, e que d√° nome a um afluente do rio Mississ√≠pi.¬†

...

Na primeira metade do século XIX, as fazendas de algodão movidas a trabalho escravo fizeram a riqueza da aristocracia. mas durante a Guerra da Secessão (1861-1865), Oxford foi saqueada e queimada pelas tropas do norte. Os edifícios da universidade tornaram-se hospitais temporários para cuidar dos feridos. Depois do conflito, a segregação racial, a decadência e a pobreza marcariam os anos seguintes.

Tudo isso inspirou Faulkner a criar Yoknapatawpha, o condado fict√≠cio da cidade de Jefferson que aparece na maioria das suas obras e que, nas palavras do escritor, seria o ‚Äúselo postal do seu solo nativo‚ÄĚ. O territ√≥rio representaria o micro cosmos da vida do sul nos Estados Unidos e as suas feridas do passado, como a guerra e a violenta sociedade escravocrata.

To understand the world, you must first understand a place like Mississippi.

...disse Faulkner.

Excertos adaptados de roteirosliterarios.com.br

21
Ago18

William Faulkner| Em busca das suas raízes mais profundas

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William Faulkner fotografado por Henri Cartier Bresson | roteirosliterarios.com.br

 

William Faulkner, vencedor do Prémio Nobel, nasceu em New Albany, Mississípi, em 1897. Muitos dos seus primeiros trabalhos foram poesia, mas tornou-se famoso pelos seus romances ambientados no sul dos Estados Unidos, geralmente em Yoknapatawpha County, um condado fictício criado por ele.

Apesar de Faulkner ter nascido trinta anos depois do sul dos Estados Unidos ter sido derrotado na Guerra Civil Americana/Guerra da Secessão, a sua escrita foi não só influenciada pelo Mississípi pós-guerra, mas também pelo Mississípi antes do confronto.

Faulkner não tentou descrever, nem reproduzir a situação do sul decadente, pelo contrário, procurou refazê-la, reconstruí-la através de uma incansável reconstituição de factos e pessoas, sempre em busca das suas raízes mais profundas.

20
Ago18

Fiódor Dostoiévski| O Sonho de um Homem Ridículo

Sou um homem ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que significaria ter ganho em consideração, se não continuasse sendo um homem ridículo. Mas eu já não me aborreço por causa disso, agora já não guardo rancor a ninguém e gosto de toda a gente, ainda que se riam de mim.

in O Sonho de um Homem Ridículo-Fiódor Dostoiévski

 

Descobrir com o sonho deste homem ridículo que a autocomiseração é a forma mais covarde de viver.

 

Percebe-se ent√£o por que este homem est√° desesperado. Ele n√£o compreendeu a import√Ęncia da primeira parte do mandamento. Para ele, a solu√ß√£o do mundo depende, √ļnica e exclusivamente, do homem. No final do texto ele afirma que a causa de todos os problemas √© o facto de que os homens colocam o conhecimento da vida acima da pr√≥pria vida; o conhecimento da lei da felicidade acima da pr√≥pria felicidade. Bastaria, portanto, que os homens se preocupassem em aprender a amar, e n√£o em aprender sobre o amor.

O sonho de um homem rid√≠culo √© classificado como um ‚Äúconto fant√°stico‚ÄĚ, ou seja, s√≥ existe na imagina√ß√£o. Mas, finda a sua leitura, fico com a impress√£o de que h√° muitos homens rid√≠culos neste mundo, e me parece que eu mesmo sou um deles.

in Catálise Crítica

20
Ago18

Tanto me fazia que o mundo existisse como n√£o

Senti, de um momento para o outro, que tudo me era indiferente, que tanto me fazia que o mundo existisse como n√£o.

Pouco a pouco passava a ver e a sentir que nada havia fora de mim.

Parecia-me que, de facto, a princípio, existiam muitas coisas, mas adivinhei igualmente a seguir, que antes também nada houvera, e que se assim me parecera foi por alguma razão. E, pouco a pouco, fui-me convencendo de que daí para diante também nada haveria.

 

O Sonho de um Homem Ridículo-Fiódor Dostoiévski

 

Quanto mais leio menos sei
O autor português de 2021/2022 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
Visitem o seu mundo encantado
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Tudo o que escrevi para Os Desafios da Abelha est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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