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Livrologia

by Miss X

Livrologia

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31
Out18

A arte criada é sempre o amansar do monstro criador

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Com a A Lua e Cinco Tostões tenho-me sentido mais próxima de Maugham, especialmente porque o narrador é também ele escritor.

Pelo buraco desta fechadura que o narrador vai rodando ao longo destas páginas, (nunca o confundindo com o seu criador, apesar da tentação) espreitamos estes apontamentos rabiscados sobre o processo de criação.

Da pintura à escrita, do pintor à persona do escritor, da selva de pensamentos às conversas ensaiadas do meio literário, arrancam-se máscaras à arte, revelando-se a monstruosidade que cada artista guarda dentro de si e a força que o impele a transpô-la para uma tela ou para o papel. Porque a arte criada é sempre o amansar do monstro criador.

31
Out18

Não passa de bravata

Não acredito nos que dizem que não ligam  nenhuma à opinião dos seus semelhantes. Não passa de bravata ditada pela ignorância.

O que eles realmente querem dizer é que não receiam ser censurados por pecadilhos que estão convencidos que ninguém vai descobrir.

 

A Lua e Cinco Tostões-W. Somerset Maugham

31
Out18

Quando essa originalidade não passa da convencionalidade do grupo a que pertencemos

Quando as pessoas dizem que não se importam com o que os outros possam dizer delas, estão quase sempre a enganar-se a si próprias. Geralmente isso apenas quer dizer que fazem o que lhes apetece, confiantes de que ninguém virá a saber das suas excentricidades; ou, quando muito, que só estão dispostas a agir contrariamente à opinião da maioria porque têm o apoio e aprovação dos que lhe são mais próximos.

Não é difícil ser-se original aos olhos do mundo, quando essa originalidade não passa da convencionalidade do grupo a que pertencemos.

 

A Lua e Cinco Tostões-W. Somerset Maugham

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