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Livrologia

Livrologia

23
Jul19

√Č por ser uma na√ß√£o democr√°tica

Sabe, há duas coisas boas na vida: a liberdade de pensamento e a liberdade de acção.

Em França temos liberdade de acção: podemos fazer o que quisermos e ninguém se importa, mas temos de pensar como todos os outros.

Na Alemanha devemos fazer o que todos os outros fazem, mas podemos pensar como quisermos.

Ambas s√£o coisas muito boas.

Pessoalmente, prefiro a liberdade de pensamento.

Mas em Inglaterra n√£o temos nem uma nem outra: ficamos manietados pelas conven√ß√Ķes. N√£o podemos pensar como nos apetece, agir como nos apetece.

√Č por ser uma na√ß√£o democr√°tica.

Servid√£o Humana-W. Somerset Maugham

22
Jul19

Não há assim tanta ficção como Maugham nos quis fazer crer

con14.png

No meio liter√°rio diz-se que Servid√£o Humana ter√° sido a suprema obra-prima de Maugham, no entanto estou muito aqu√©m de o confirmar. Muito longe ainda do √Ęmago do livro para avaliar a sua suposta genialidade.
As primeiras páginas pareceram-me autobiográficas, apesar do escritor o ter negado sempre, alegando que muito do que escreveu neste livro foi apenas baseado nas suas experiências de vida. Não me convenceu, aliás não há coincidências:
Maugham ficou orfão muito cedo durante a sua meninice, vendo-se na contingência de ir viver com o seu tio em Whitstable, num ambiente absolutamente conservador e restritivo. As poucas diferenças que detectei entre este aspecto biográfico e este livro foi a mera mudança de nome do local para Blackstable, o que não deixa de ser irónico, atribuindo ao local a aura sombria e austera que sempre o repugnou.Outro pormenor que sempre atormentou Maugham e que dificultou a sua integração no ambiente escolar, foi a sua gaguez, que no livro transportou para a personagem atribuindo-lhe pé boto, incapacidade que viria a atormentá-lo durante toda a sua vida.

No que li até agora não há assim tanta ficção como Maugham nos quis fazer crer.

21
Jul19

William Somerset Maugham| Como é que Maugham se tornou espião?

Como é que um escritor  se torna espião?

Maugham não planeou sê-lo.

De um encontro fortuito com o Major Wallinger a quem foi apresentado num acaso desencontrado, Maugham viria a trabalhar para os servi√ßos secretos brit√Ęnicos.

O facto de ser escritor era o disfarce perfeito para passar incólume enquanto viajava para outro país com a desculpa de estar a fazer um retiro para escrever.

A ideia de se tornar espi√£o agradou-lhe. Mais do que esperaria.

Mestre da invisibilidade, Maugham nunca teve qualquer pudor em representar o papel que fosse necess√°rio no contexto social onde se inserisse. Astuto, diria at√© sem escr√ļpulos, nem sempre olhava a meios para atingir os seus fins. Ali√°s,¬†a vida dos outros sempre o fascinou e o facto de gostar mais de ouvir do que falar permitia-lhe ser um observador nato com um n√≠vel de percep√ß√£o apurado.

Maugham n√£o foi o √ļnico escritor recrutado pelos servi√ßos secretos.

Os escritores eram valorizados pelas capacidades de observa√ß√£o e pelo detalhe com que reportavam as suas miss√Ķes.

19
Jul19

Ainda não me deslumbrou, isso é certo


maugham4.jpg

Retomei a leitura de Servid√£o Humana.

Oitenta p√°ginas volvidas e ainda n√£o tenho uma opini√£o coerente e objectiva para partilhar. Logo eu que sou t√£o opinativa sobre tudo o que leio desde a primeira p√°gina.

Ainda não me deslumbrou, isso é certo.

Servidão Humana é  marcadamente autobiográfico e sempre que volto a página sofro da sempiterna sensação de dejá-vu, de que já li tudo aquilo. E de facto li: na biografia de Maugham, escrita por Selina Hastings.

Ler a sua biografia enquanto leio os seus livros, talvez tenha sido um erro. Um erro que me ir√° provavelmente custar um dos seus melhores livros.

18
Jul19

O despontar da emoção estética

Sentiu desabrochar em si um novo interesse pelo que via da janela da sala do quarto ano. Dela avistava velhos campos relvados primorosamente tratados e árvores frondosas e magníficas que lhe provocavam um estranho aperto no coração, não sabia se de dor ou de prazer.

Era o despontar da emoção estética.

Servid√£o Humana-W. Somerset Maugham

2019 foi o ano que escolhi para ler Sophia de Mello Breyner
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