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Livrologia

Livrologia

30
Jun23

#BookTokPortugal e os influenciadores liter√°rios

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A Feira do Livro de Lisboa já terminou e apesar de ter tido menos visitantes do que em 2022, houve mais gente a comprar livros, o que são óptimas notícias para o mundo livresco. Mas não se apoquentem, porque a 44.ª Feira do Livro de Coimbra já começou dia 23 de Junho e têm até dia 02 de Julho para a visitar das 11:00 e às 22:30.

 

A sul n√£o percam os Encontros Liter√°rios ‚ÄúVer√£o Azul‚ÄĚ, marcados para as tardes de 1, 8, 15 e 22 de Julho no Jardim 1¬ļ de Dezembro, em Portim√£o. Inspirados no t√≠tulo do livro ‚ÄúAgosto Azul‚ÄĚ do escritor portimonense e ex-Presidente da Rep√ļblica Manuel Teixeira Gomes, a Biblioteca Municipal de Portim√£o dedica a terceira edi√ß√£o destes encontros liter√°rios √† celebra√ß√£o dos centen√°rios do nascimento dos poetas, em quatro conversas entre especialistas.¬†

 

Se o Clube das Mulheres Escritoras não existisse teria de ser criado até que "nas prateleiras dos autores portugueses estejam tantas mulheres quanto homens". Não há ressentimento, apenas a vontade de "contrariar o preconceito que ainda existe de que as mulheres estão sempre contra as mulheres", [o] que não passa de "um perpetuar de ideias do patriarcado, que prefere ter as mulheres umas contra as outras". 

Chama-se clube mas n√£o √© um clube, ningu√©m paga quotas; √© mais no sentido liter√°rio do que institucional, "para mostrar que as mulheres, quando se unem, fazem coisas incr√≠veis".¬†"Vamos puxar umas pelas outras e ajudar-nos, n√£o s√≥ entre n√≥s, com quest√Ķes mais pr√°ticas deste of√≠cio da escrita, mas tamb√©m para divulgarmos as obras das autoras portuguesas, que ainda s√£o um bocadinho postas de lado".

 

O #BookTok j√° chegou a Portugal e ganha cada vez mais adeptos.¬†A paix√£o pela partilha de recomenda√ß√Ķes e avalia√ß√Ķes de livros com a¬†hashtag #BookTokPortugal¬†j√° tem mais de 94 milh√Ķes de visualiza√ß√Ķes. H√° j√°¬†v√°rias livrarias com √°reas espec√≠ficas, nas lojas, dedicadas ao¬†BookTok¬†com os livros recomendados pelos influenciadores liter√°rios.¬†

 

J√° ouviram falar da Biblioteca Humana? √Č uma biblioteca que,¬†em vez de livros, tem pessoas para se conhecer. As estantes da biblioteca enchem-se de volunt√°rios que contam hist√≥rias a¬†pessoas que as queiram ouvir. Um projecto original que t√™m de conhecer.

 

Quase, quase a partir de f√©rias deixo-vos uma sugest√£o de um dos meus podcasts favoritos: Vale a pena com Mariana Alvim.¬†Todas as semanas Mariana Alvim entrevista leitores famosos que recomendam livros que adoraram ler e a Wook fez o trabalho de casa e organizou as sugest√Ķes de livros que podemos comprar. A conversa √© leve e divertida e ou√ßam, porque vale a pena!

Boas férias e boas leituras!

30
Jun23

A maximidade da perfeição da natureza humana

A maximidade da perfeição da natureza humana é percebida nas coisas substanciais e essenciais, como o intelecto, ao serviço do qual estão as restantes coisas corporais. 

E por isso o homem perfeito ao máximo não deve ser eminente nas coisas acidentais a não ser por referência ao próprio intelecto. Não se requer, pois, que seja um gigante ou um anão, desta ou daquela grandeza, cor, figura ou com outras características acidentais.

Mas √© apenas necess√°rio¬†que o seu corpo esteja de tal modo afastado dos extremos¬†que seja um instrumento sumamente¬† adaptado √† natureza¬†intelectual, √† qual obede√ßa e se conforme sem resist√™ncia,¬†fadiga ou murmura√ß√Ķes.

in¬†A Douta Ignor√Ęncia¬†de Nicolau de Cusa

30
Jun23

Ciclo de Leitura | Nat√°lia Nunes

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Tudo sobre: Nat√°lia Nunes

Memórias e Viagens

1952-Horas Vivas: Mem√≥rias da Minha Inf√Ęncia

1956 - Uma portuguesa em Paris

1981-Memórias da Escola Antiga 

 

Teatro
1970-Cabeça de Abóbora 

 

Ficção
1955-Autobiografia de uma Mulher Rom√Ęntica

1957-A Mosca Verde e Outros Contos

1960-Regresso ao Caos

1964-Assembleia de Mulheres

1967-O Caso de Zulmira L. 

1967-Ao Menos um Hipopótamo

1970-A Nuvem. Estória de Amor

1973-As batalhas que nós perdemos

1985-Da Natureza das Coisas

1992-As Velhas Senhoras e Outros Contos

1996-Louca por Sapatos (conto incluído em Contuário Cem)

1997-Vénus Turbulenta

1997-A Ressurreição das Florestas

29
Jun23

A vida est√° cheia de maravilhas que todos os dias nos roubam

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Lisboa, Outubro de 1966

Caríssimo Jorge

(...) E quando ser√° poss√≠vel estarmos de novo juntos? N√£o haver√°, neste tempo de tantas viagens, um congresso que nos re√ļna?

O Francisco e eu estamos bem mas sempre afogados de problemas. A vida todos os dias sobe de preços, e as dificuldades multiplicam-se. Mas os nossos filhos crescem, o Verão foi um esplendor e o Outono tem sido um dos mais maravilhosos Outonos que vi na minha vida. O Francisco e eu vagueamos em grandes praias desertas, onde agora graças à ponte, se chega em meia hora. E também estivemos no Algarve, nas praias mitológicas da Ponta de Piedade. E no ano passado, como sabe, além de estarmos em Roma que adorámos, passámos os dois alguns dias maravilhosos em Paris, no Louvre, na Saint Chapelle, em Notre Dame e nos bares pitorescos onde nos levou o António Dacosta. Mas penso com desespero nisto: para as pessoas como você e como nós a vida está cheia de maravilhas que todos os dias nos roubam. (...)

Sophia

in Correspondência Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner 1959-1978

com organização de Mécia de Sena e Maria Andresen de Sousa Tavares

29
Jun23

As much as you can

And if you can't shape your life the way you want,
at least try as much as you can
not to degrade it
by too much contact with the world,
by too much activity and talk.

Try not to degrade it by dragging it along,
taking it around and exposing it so often
to the daily silliness
of social events and parties,
until it comes to seem a boring hanger-on.

Poema As much as you can

in The Complete Poems de C. P. Cavafy

28
Jun23

Um bom livro é isto tudo

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Quase, quase a ir de férias e preparada para ir encontrar ainda mais calma nos livros que levo na bagagem. Ler livros permite-me viajar para mundos que não o meu e essas viagens trazem uma tranquilidade incomparável.

A cada p√°gina um passo mais na dist√Ęncia que me leva para longe. Mais do que uma forma de escapismo, ler transporta-me quase literalmente para fora daqui.

Toda a minha atenção roubada às inutilidades da realidade e em completa submissão ao pensamento, à imaginação e até mesmo à emoção. Há livros que contruíram o meu pensamento crítico, outros revelaram um mundo que jamais imaginaria e outros ainda sentiram comigo: tristeza, alegria, nostalgia, expectativa.

Os livros evocam a emo√ß√£o, atrav√©s das suas personagens e experi√™ncias vividas e eu, como leitora, n√£o consigo deixar de sentir empatia e conectar-me com elas. O meu envolvimento emocional com o livro √© uma experi√™ncia humana inigual√°vel, tornando-se cat√°rtica, porque atrav√©s dele h√° uma partilha profunda de emo√ß√Ķes e viv√™ncias.

Completamente mergulhada na sua leitura esqueço a realidade que me rodeia e a tranquilidade chega até mim. Os pensamentos galopantes páram nos seus estribos, permitindo-me a descoberta de pequenos grandes tesouros escondidos por entre as páginas. Sabedoria, conhecimento, outras perspectivas do mundo, a minha sombra agiganta-se perante esta árvore que me protege do sol.

O meu estado solit√°rio enleva-se com a dist√Ęncia do ru√≠do e das distrac√ß√Ķes que pouco contribuem para a minha exist√™ncia humana. Exploro introspectivamente a minha calma interior que se v√™ surpreendida por me encontrar por ali.

Um bom livro é isto tudo.

28
Jun23

Eu, c√° atr√°s, confundida, aflita, com vontade de chorar, de fugir

Só a Matemática... Porquê letras onde antes havia algarismos? Para que servia isso? Porque tinha também de aprender aquilo?

Na escola prim√°ria, na Aritm√©tica havia problemas dif√≠ceis, ainda assim todos os c√°lculos se faziam sobre coisas conhecidas: saber a quanto sa√≠a cada laranja, dado o pre√ßo de uma d√ļzia, ou qual a capacidade de um tanque para onde deitava √°gua uma torneira com um caudal de tantos litros durante certo tempo.

Mas o complemento aritm√©tico, as ra√≠zes quadradas, as potencia√ß√Ķes, as complicadas express√Ķes com par√™nteses rectos e curvos, letras, n√ļmeros, numa misturada de somas e subtrac√ß√Ķes... Para qu√™? Porqu√™?

Junto do quadro negro a professora, de lentes grossas, cara chupada e triste (morreria da√≠ a dois meses, tuberculosa) enchia o quadro dessas complicadas express√Ķes, enquanto falava, falava. Apagava, tornava a encher delas o quadro e a mais falar. Tudo r√°pido, long√≠nquo, estranho, sem realidade, sem raz√£o de ser. Eu, c√° atr√°s, confundida, aflita, com vontade de chorar, de fugir.

in Memórias da Escola Antiga (1981) de Natália Nunes

27
Jun23

Uma scientia laudis perante a beleza do mundo

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O¬†significado est√©tico da "douta ignor√Ęncia" torna-se tamb√©m evidente quando nos damos conta de que o saber do n√£o¬†saber conduz naturalmente, nos seus m√ļltiplos caminhos, a uma¬†scientia laudis perante a beleza do mundo que exprime a suma beleza do seu autor.

Excerto de Introdução de João Maria André 

in A Douta Ignor√Ęncia¬†de Nicolau de Cusa

P√°g. 1/8

Quanto mais leio menos sei
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
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Notícias literárias ou assim-assim em Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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