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Livrologia

Livrologia

31
Ago23

A imperdível Feira do Livro do Porto 2023 num Sonho de Uma Noite de Verão

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A não esquecer que a Feira do Livro do Porto 2023 decorre nos Jardins do Palácio de Cristal, de 25 de Agosto a 10 de Setembro. O autor homenageado é Manuel António Pina. Eu não vou perder!

 

A Festa do Livro em Bel√©m¬†abre novamente as suas portas.¬†Uma iniciativa do Presidente da Rep√ļblica com a APEL-Associa√ß√£o Portuguesa de Editores e Livreiros, e a colabora√ß√£o das BLX-Bibliotecas de Lisboa que ir√° contar com a presen√ßa de muitos editores e livreiros que trazem os seus autores favoritos e respectivas obras. O programa tamb√©m inclui concertos, cinema, debates, sess√Ķes de aut√≥grafos e lan√ßamentos de livros.¬†A entrada √© livre pelo Museu da Presid√™ncia da Rep√ļblica ou pelo Jardim Bot√Ęnico Tropical.¬†De 31 de Agosto at√© 3 de Setembro. Das 18:00 at√© √†s 22:30.

 

N√£o h√° nada como uma ida ao teatro para marcar o regresso de f√©rias. Diogo Infante prop√Ķe uma encena√ß√£o muito pr√≥pria da conhecida e divertida comeŐĀdia¬†Sonho de Uma Noite de Ver√£o de William Shakespeare. Apresenta-nos uma vers√£o musical com¬†can√ß√Ķes portuguesas, conhecidas do grande p√ļblico, que seraŐÉo interpretadas com novos arranjos e integradas na histoŐĀria, como se dela sempre tivessem feito parte.¬†Teatro da Trindade (Lisboa). De 21 de Setembro a 26 de Novembro, Qua-S√°b 21:00, Dom 16:30.¬†

 

O centen√°rio do nascimento de Nat√°lia Correia assinala-se a 13 de Setembro e a Livraria Verney vai ser palco de um programa comemorativo,¬†numa conversa sobre o pensamento e as¬†‚Äúcausas maiores‚ÄĚ de Nat√°lia Correia, que tra√ßou novos caminhos no panorama cultural nacional: ‚Äúa¬†sua luta sem tr√©guas pela liberdade, pela dignidade do Homem e pela paz, bem como contra a ditadura, o obscurantismo, a pequenez e a mediocridade‚ÄĚ.¬†Livraria Verney (Oeiras). 13 de Setembro (Qua). 21:00. Entrada livre,¬†sujeita √† capacidade da sala.

30
Ago23

Alexandria é musa do poeta

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À época não era vulgar nem o estilo, nem os temas sobre os quais Kaváfis se debruçou nas várias facetas que exibe ao longo destes 145 poemas, mais não fosse pelo seu carácter homossexual abertamente assumido, ainda que seja importante relembrar que a intimidade do que escrevia era dirigida para o seu círculo de amigos mais próximos; pouco mais gente a eles tinha acesso.

Como já referido, junto aos efebos, Alexandria é musa do poeta, sendo impossível distanciá-lo tanto da cidade como do mundo helénico, das influências da cultura e civilização grega em praticamente tudo o que nos rodeia.

Nos seus poemas vemos as grandes batalhas de Esparta, ou de Alexandre, o Grande, tal como, ao mesmo tempo, n√£o podemos deixar de ver a perfei√ß√£o da estatu√°ria hel√©nica, com in√ļmeras refer√™ncias n√£o s√≥ √† escultura grega como √† perfei√ß√£o est√©tica a ela associada.

in O efémero da beleza e a evocação da memória na poesia de Konstantinos Kaváfis 

de Joaquim Miguel Fernandes Duarte 

in Comunidade, Cultura e Arte

30
Ago23

Um Velho

No café no lugar de dentro na zoeira turva

senta-se um velho na mesa se curva;

com um jornal diante dele, sem companhia.

 

E nos desdém da velhice miserável

pensa como usou t√£o pouco o tempo deleit√°vel

em que força, e eloquência, e beleza possuía.

 

Sabe que envelheceu muito; sente-o, é visível.

E contudo o tempo em que era novo ao mesmo nível

do de ontem. Que espaço apressado, que espaço apressado.

 

E considera como burlava dele a Prudência;

e como nela tinha confiança sempre - que demência! - 

a perjura que dizia: ¬ęAmanh√£. O tempo √© demorado.¬Ľ

 

Lembra-se de impulsos a que punha freio; e sem medida

a alegria que sacrificava. Cada história perdida

agora troça da sua desmiolada sageza.

 

...Mas do muito que foi pensando e n√£o esquece

o velho atordoou-se. E adormece

no café apoiado sobre a mesa.

Poema Um Velho

in Os Poemas de Konstantinos Kavafis

29
Ago23

A ficção é um jogo de possíveis

NATALIA.jpg

N√£o sei se √© correcto dizer que a escrita da Nat√°lia Nunes √© influenciada pela sua profiss√£o. O facto de ter sido bibliotec√°ria arquivista tem alguma rela√ß√£o com a √™nfase da dimens√£o hist√≥rica na sua obra, designadamente em¬†Horas Vivas (Mem√≥rias da Minha Inf√Ęncia)¬†e¬†Mem√≥rias da Escola Antiga?


N√£o nada. Comecei a escrever as¬†Mem√≥rias¬†da Minha Inf√Ęncia¬†num impulso de registar coisas... e depois sa√≠ram umas memoriazinhas, incipientes, embora muitas pessoas tivessem gostado... E n√£o me arrependo de ter escrito esse livro. Hoje f√°-lo-ia mais completo.

Os outros livros (romances, novelas e contos) são histórias que aconteceram ou que podiam ter acontecido. Acho que a ficção é um jogo de possíveis, mas a minha profissão não influenciou em nada a minha vocação de escritora. Os arquivistas, geralmente, não são historiadores. Mas se há no que escrevo um carácter histórico, isso é uma propensão natural.

Natália Nunes in A Página da Educação

29
Ago23

Queria levá-lo tal como o sentira e vivera, intacto e perfeito na minha recordação

Novamente se me afigurava que outro ciclo da minha existência acabara de fechar-se e considerava quase como um dever velar, empregar todos os esforços, toda a coacção possível da minha vontade sobre os acontecimentos para que nenhuma alteração, nenhum acrescentamento fosse apor-se ao quadro que ficara desenhado; queria levá-lo tal como o sentira e vivera, intacto e perfeito na minha recordação.

in¬†Autobiografia de uma Mulher Rom√Ęntica¬†(1955) de Nat√°lia Nunes

28
Ago23

N√£o acredito nos seres humanos

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Nasceu em 1906 no estertor da monarquia, foi crian√ßa durante a 1¬™ Rep√ļblica, fez-se adulto durante a ascen√ß√£o do salazarismo. Tinha 68 anos no 25 de Abril de 1974.

Recusou cargos na Universidade, no Ministério da Educação, na reitoria dos liceus. Desprezava que a ditadura usasse o poder obscurantista para dominar os outros e desprezava que as democracias usassem a ilusão da liberdade para dominar os outros. (...)

Um¬†ano antes da sua morte, declara: ‚ÄúN√£o acredito nos seres humanos, n√£o acredito na capacidade de os homens fazerem qualquer coisa socialmente boa, a n√£o ser se isso beneficiar os seus interesses pessoais‚ÄĚ.

‚ÄúEra uma pessoa totalmente desencantada‚ÄĚ, lembra a filha, tamb√©m escritora, Cristina Carvalho. ‚ÄúPor√©m, n√£o era amargurado. A sua descren√ßa notava-se apenas na ironia subjacente a quase tudo o que dizia. Nunca o ouvi dar uma gargalhada. Apenas sorria e o seu sorriso era sempre pontuado por uma mais clara ou mais disfar√ßada ironia‚ÄĚ.

in Observador

P√°g. 1/8

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Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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