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Livrologia

Livrologia

31
Mar24

Refugiei-me num lugar só meu, onde pude estar sem ser vista

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Imp√Ķe-se um desabafo para justificar a minha aus√™ncia de muitas semanas.¬†Tive um s√ļbito desejo de me desconectar do mundo e assim o fiz.

Refugiei-me num lugar s√≥ meu, onde pude estar sem ser vista. Li, escrevi, dediquei-me a projectos s√≥ meus, aprendi coisas novas e a sa√ļde tamb√©m deu um ar da sua gra√ßa pregando-me partidas.¬†

Aqui estou eu de regresso, sem qualquer promessa de escrever diariamente. Apenas prometo que continuarei a ler nos bastidores deste blog e c√° virei eventualmente dizer qualquer coisa sobre livros.

31
Mar24

Sabes muito bem, Adalgiza, eu nunca durmo de dia

A ressonar, eu? Só se for quando estou constipada. Sabes muito bem, Adalgiza, eu nunca durmo de dia. Lá fechar os olhos, sim, mas é para poder pensar, para ver tudo com maior clareza, aqui, aqui na minha cabeça, cá por dentro, onde vejo muito melhor do que por fora. Sentada neste maple é que eu reflito sobre os problemas desta vida, em tudo quanto acontece neste desgraçado mundo e nos destinos dos infelizes homens e das desgraçadas mulheres. E revejo o passado e adivinho o futuro.

Excerto do conto Poderes Sobrenaturais

in As Velhas Senhoras e Outros Contos (1992) de Natália Nunes

30
Mar24

E j√° decidi qual vou ler primeiro: Augusto Abelaira

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Já aqui tinha referido anteriormente que durante a leitura de As Batalhas que nós perdemos, Natália Nunes espicaçou a minha curiosidade por dois autores dos quais pouco ou nada li: Augusto Abelaira e Raul Brandão.

E já decidi qual vou ler primeiro: Augusto Abelaira. Vou lê-lo cronologicamente e, como tal, vou começar pelo seu primeiro livro publicado, A Cidade das Flores.

 

De Nat√°lia Nunes:

  • acabei de ler¬†Da Natureza das Coisas
  • comecei a ler¬†As Velhas Senhoras e Outros Contos

 

De Cristina Carvalho:

  • continuo a ler¬†R√≥mulo de Carvalho / Ant√≥nio Gede√£o¬†Pr√≠ncipe Perfeito
  • continuo a ler Ana de Londres

 

De António Gedeão:

  • continuo a ler¬†Obra Completa

 

De Plutarco:

  • continuo a ler¬†Vidas Paralelas: Teseu e R√≥mulo

 

De Augusto Abelaira:

  • comecei a ler A Cidade das Flores
29
Mar24

Nat√°lia Nunes | Da Natureza das Coisas

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Os contos de Nat√°lia Nunes s√£o uma preciosidade a n√£o perde, especialmente ¬ęClastomina¬Ľ, uma personagem feminina de¬†cariz particular, muito bem servida pelo h√°bil manejo de focaliza√ß√Ķes¬†interna e externa em m√ļtua interfer√™ncia, e um estilo √°gil, directo, a¬†representar gestos incessantes da figura central que se acompanham¬†pela observa√ß√£o congeminante (efabulativa) da narradora. (Maria Alzira Seixo)¬†

29
Mar24

Eu só deito fora coisas pequenas

- A senhora tem medo de que eu deite mais alguma coisa fora? Olhe, minha senhora, fique sabendo, eu só deito fora coisas pequenas, coisas que verdadeiramente não prestam para nada nem para ninguém - e, de repente, mal acabara de dizer estas palavras, deu um pulo para cima do banco que costumava estar encostado à parede da janela. Voltou-se depois para trás e repetiu na sua fraca voz nasalada: Coisas que não prestam para nada nem para ninguém - e, antes que eu tivesse tempo de sair do meu espanto e de reagir, dando um forte impulso ao pequeno corpo, Clastomina arremessou-se a si mesma pela janela fora.

Excerto do conto Clastomina

in Da Natureza das Coisas (1985) de Natália Nunes

28
Mar24

Rómulo e Remo, os quais, segundo a lenda, foram amamentados por uma loba

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Depois do nascimento das duas crian√ßas, Am√ļlio quis que ambos morressem e ordenou que fossem afogados nas √°guas do rio Tibre, mas quem tinha sido encarregue de os matar, em vez de os fazer desaparecer, abandonou-os √† sorte numa cesta, que colocou nas √°guas do rio.

A corrente transportou-os at√© um lugar onde crescia uma √°rvore sagrada, o¬†Ficus¬†ruminalis, uma figueira silvestre consagrada a uma divindade ind√≠gena, Rumina, protectora dos lactentes. Do nome desta deusa, que deriva da palavra latina ruma ‚Äď que significa √ļbere e tamb√©m colina ‚Äď, poderiam derivar tamb√©m os nomes de R√≥mulo e Remo, os quais, segundo a lenda, foram amamentados por uma loba.

28
Mar24

Tornaram-se homens seguros e ousados

Assim logo se mostrou a beleza dos seus corpos e, somente de se lhes verem o talhe e os traços do rosto, viu-se também de que natureza seriam; mas, à medida que foram crescendo, a coragem lhes cresceu também, e tornaram-se homens seguros e ousados, de sorte que não se perturbavam, nem se
espantavam de modo algum com qualquer perigo que se lhes apresentasse diante dos olhos.

Excerto de Teseu e Rómulo

in Vidas Paralelas de Plutarco

P√°g. 1/8

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Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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