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Livrologia

Livrologia

11
Jul18

Adília Lopes| A estranheza que emanava daquela figura

Ad√≠lia com as suas roupas e o seu corpo nos ant√≠podas das mulheres que preenchem habitualmente a paisagem televisiva, com a sua voz infantil e as suas considera√ß√Ķes aparentemente absurdas sobre o peso de certos livros ou a falta dele, podia ser uma cr√≠tica cultural, se o p√ļblico n√£o ficasse preso na estranheza que emanava daquela figura.

Nessa altura a poeta, já bastante reconhecida no meio intelectual, passa a circular nos programas de televisão como uma personagem freak. Sem que se percebesse se aquilo era uma performance artística ou um mero aproveitamento mediático de uma pessoa com fragilidades psíquicas.

Joana Emídio Marques in Observador

11
Jul18

Adília Lopes| Depois de umas horas fechados num livro de Adília

Oh, como gostamos deste humor negro que continua a ser um dos seus maiores trunfos poéticos.

Com que ironia melancólica passamos a olhar o mundo depois de umas horas fechados num livro de Adília. Como as memórias dela, as suas primas e tias, o seu mundo de menina da alta burguesia lisboeta são afinal de todos nós, perseguidos pelos mesmos fantasmas, pela mesma antiquíssima solidão, pelos mesmos objetos triviais onde procuramos uma imagem justa para a nossa dor ou para o nosso contentamento.

Joana Emídio Marques in Observador

11
Jul18

Adília Lopes| A sua arma mais desarmante

A solidão, a impossibilidade do amor, as exigências impossíveis que o mundo faz às mulheres, a inevitável desilusão e o sentimento de perda face a tudo, fazem com que a sua poesia se fixe em nós com uma carga mais trágica que anedótica e nunca como uma mera mimesis da realidade.

Como escreveu a ensa√≠sta Rosa Maria Martelo somos sempre ‚Äúdesarmados pela sua imagem de anti-poeta e de menina. E, todavia, esta condi√ß√£o desarmada de Ad√≠lia Lopes tamb√©m √© a sua arma mais desarmante. Porque √© ela que lhe permite ser especialmente eficaz na den√ļncia da hipocrisia, da crueldade, da cupidez e da estupidez do mundo em que vivemos (‚Ķ) o modo como olha para a linguagem, a maneira como persistentemente a experimenta, questiona, desloca e analisa nada tem de f√ļtil ou inocente.‚ÄĚ

Mas nem sempre a poeta consegue chegar a esse n√≠vel de admirabilidade que ela pr√≥pria imp√īs, com a sua loucura iluminada, as suas rasteiras de menina travessa, as suas glosas descaradas ou subtil√≠ssimas de outros artistas, mostrando sempre que a mulher-a-dias √© uma aristocrata erudita at√© quando conta pormenores da sua vida sexual.

Joana Emídio Marques in Observador

O Livrologia vai contar os dias até ao Natal com o calendário literário do advento.
Até dia 24 de Dezembro.
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