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Livrologia

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29
Fev20

Comentário noticioso acinzentado e o assim-assim

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Quando Marega recusou permanecer em jogo e abandonou o campo, após ter sido alvo de insultos racistas por parte de adeptos do Vitória de Guimarães, houve várias vozes dissonantes que não chegaram ao céu. Como as vozes de burro.

Abandonar o campo ou permanecer nele não teriam sido actos de heroísmo.

Permanecer e ignorar o extremo racismo de que estava a ser alvo teria sido um acto derrotista de submissão.

Abandonar o campo foi um acto de afirmação da dignidade que merece como ser humano.

Se insultos racistas não são racismo, então o que é racismo afinal?

Relativizar questões importantes é um desporto nacional tão ou mais importante que o futebol em Portugal.

Ao relativizar a pobreza, o machismo, a xenofobia, o racismo e muitos mais -ismos que a sociedade portuguesa considera "um exagero", tenta-se aniquilar questões sobre as quais ninguém quer debater e resolver, porque para isso haveria que aceitar que elas existem. E os portugueses adoram a evasão, evitando a todo o custo o confronto com as questões essenciais da própria sociedade. Esta evasão é designada como "tolerância". É assim que os portugueses se consideram: tolerantes. Para isso, basta calar as questões, mesmo que elas existam.

O racismo tem espectro? 

Podemos ser pouco, assim-assim ou muito racistas?

Mandar alguém de outra cor "voltar para a terra deles" provavelmente deve ser uma espécie de racismo "tolerante", assim-assim.

O racismo português é como uma galinha, uma espécie de pássaro que não voa, que cacareja, mas que, na realidade, é o parente mais próximo do T-Rex.

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