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Livrologia

by Miss X

Livrologia

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13
Jan19

É à tua incompreensão que me dirijo sempre

Como tudo estava pronto para a minha morte, comecei a escrever exactamente aquilo de que eu sabia que não podias pressentir a razão, distinguir o futuro. É assim que acontece. É à tua incompreensão que me dirijo sempre. Se não fosse isso, sabes, não valia a pena.

 

Mas de repente pouco me importava esta impossibilidade da tua parte, deixava-ta, não ficava com nada, dava-ta, mesmo porque queria que a levasses, que a levasses contigo, que a incorporasses no teu sono, no sonho decomposto daquilo que te ensinaram que era a felicidade - e que para mim é a putrefacção da harmonia da felicidade dos amantes.

 

O Homem Atlântico

Textos Secretos - Marguerite Duras