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Livrologia

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11
Jul20

Mais tarde outra praia viria a ser o seu refúgio

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A Praia da Granja não foi apenas um lugar de inspiração para Sophia:

Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida, foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja.

 

Foi também o lugar onde conheceu o seu grande amor:

Parte desse fascínio não era alheio ao facto de ter sido nessa estância de veraneio que conheceu Francisco Sousa Tavares, com quem esteve casada durante quatro décadas. A Xixa e o Tareco, como eram carinhosamente tratados por todos, tornaram-se inseparáveis.

Além das conversas que mantinham durante horas, na praia e fora dela, eram presença assídua no amplo salão de dança da Assembleia, onde Sophia, leve e graciosa, impressionava sem dificuldade. 

Consumado o enlace, o jovem casal decidiu, por razões económicas mas também afetivas, passar a lua de mel ali mesmo na Granja, na casa de um familiar próximo.

 

Mais tarde outra praia, a Meia Praia, viria a ser o seu refúgio:

A descoberta do Algarve, logo no início dos anos 60 do século passado, veio mudar tudo, tornando as idas à Granja cada vez mais raras, apesar das ligações familiares.

“A água era muito mais quente e não fazia tanto frio”, justifica Isabel, que equipara o impacto da região algarvia na sua mãe à influência da Grécia.

Muito distante ainda da massificação turística que se iniciaria nos anos seguintes, o Algarve era uma região quase inexplorada que gozava de fraca reputação devido à ausência de comodidades. Ao fim de alguns anos a passarem férias na zona de Lagos, Sophia e a família adquiriram uma casa, a Casa da Meia Praia, que veio colocar um ponto final na incerteza existente todos os verões acerca de qual seria o destino das férias nesse ano.

No início, Sophia sentiu a mudança, confessando “a falta de cheiro a maresia, a iodo”, mas “os dias quentes” e “a cidade meticulosamente limpa, feita de gente honesta” que era Lagos, tudo mudou.

“Ao contrário do que acontecia na Granja, havia convívio com intelectuais nessas temporadas no verão. O Cutileiro morava lá perto. Muitos escritores passavam por lá”, lembra Maria Andresen.

Excertos @ Notícias Magazine

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