Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Livrologia

by Miss X

Livrologia

by Miss X

04
Ago18

Aleksandr Blok| O trágico da percepção do mundo

√ź¬ź√ź¬Ľ√ź¬Ķ√ź¬ļ√ϬĀ√ź¬į√ź¬Ĺ√ź¬ī√Ď¬Ä √ź¬Ď√ź¬Ľ√ź¬ĺ√ź¬ļ. √ź¬®√ź¬į√ϬÖ√ź¬ľ√ź¬į√Ϭā√ź¬ĺ√ź¬≤√ź¬ĺ, 1909

Imagem www.pinterest.pt

 

A revolu√ß√£o de Outubro est√° na base de uma nova descolagem espiritual do poeta e da sua actividade civil. Em 1917, ele chama directamente a¬†"ouvir a m√ļsica da revolu√ß√£o".

Blok simbolista procurava agora um novo simbolismo social nos acontecimentos que ocorreram. Em Janeiro de 1918, escreve os poemas Os Doze e Os Citas, e também o artigo jornalístico Os Intelectuais e a Revolução.

Blok pensava que a revolu√ß√£o levaria a desconhecidos, mas belos objectivos; que a revolu√ß√£o era uma f√ļria triunfante, um fogo purificador, no qual pereceria o velho mundo.

Ao convidar personalidades da cultura para participar na construção de um novo mundo, o próprio poeta trabalhou na Comissão Estatal para a publicação dos clássicos da literatura russa, na secção de repertório do departamento teatral da Narkompros (Comissariado do Povo de Educação) e colaborou na editora "Literatura mundial", a qual era dirigida por Gorki.

Mas, em breve, a decepção na encarnação real dos slogans pomposos da revolução, os acontecimentos da Guerra Civil e o início da Nova Política Económica (NPE), na forma de retracção da "onda revolucionária", e os confrontos com a poderosa máquina da nova burocracia levariam Blok a uma crise criativa, fazendo com que quase deixasse de escrever poesia lírica. Os anos de 1920-1921 foram permeados por um clima de profunda depressão, pelo trágico da percepção do mundo, passando por um agudo desencanto perante a realidade.

in www.uc.pt

04
Ago18

Aleksandr Blok| Ramsés

Da poesia de Blok para uma das suas pe√ßas de teatro, n√£o deixa de ser estranha a sensa√ß√£o de um poeta sair de si pr√≥prio e escrever dramaturgia. As suas palavras nas bocas de outros, exibidas em palco, olhos nos olhos com o seu p√ļblico.

Ramsés, retrata cenas da vida do Antigo Egipto. Uma alegoria política e social tão visual que conseguimos ouvir o burburinho dos bazares, as cores das especiarias e dos tecidos, o ocre do tempo.

04
Ago18

Aleksandr Blok| O Teatro

Alexander Blok.Imagem www.pinterest.pt

 

Blok não foi apenas um dos maiores poetas, mas também um dos maiores dramaturgos, representante do simbolismo russo. Apesar de escrever poesia desde os 5 anos, tornando-se a expressão poética a norma da sua vida, Blok sempre sonhou um dia conquistar o palco.

 

Os anos de 1906-1907 foram um ponto de viragem para Blok, por se tratar de anos de reavalia√ß√£o de valores e dissipa√ß√£o de ilus√Ķes. O poeta vira-se para a dramaturgia, pois, h√° muito tempo, que era afei√ßoado ao teatro. Quando Blok sentiu o desejo e a necessidade de dizer novas palavras na sua obra, o g√©nero teatral tornou-se numa forma natural. Em 1906, Blok escreveu tr√™s dramas l√≠ricos:¬†A Desconhecida¬†(que desenvolvia o tema do poema hom√≥nimo),¬†O¬†Rei na Pra√ßa¬†(a nega√ß√£o moderna dos c√Ęnones do passado)¬†e¬†O Teatro de Feira¬†(uma rejei√ß√£o das velhas cren√ßas e viragem para a realidade).

in www.uc.pt

04
Ago18

Aleksandr Blok| Um poeta do colorido e de sons plenos

Ilya Glazunov. Alexander Blok and Unknown Woman. 2009

Imagem www.pinterest.pt

 

Valeri Bri√ļssov, um dos fundadores do simbolismo russo, escreveu o seguinte a respeito da colect√Ęnea O Gozo Imprevisto:

 

Blok é um poeta do dia, e não da noite; um poeta do colorido, e não de matizes; de sons plenos, e não de gritos ou silêncios.

Expressa n√£o apenas a f√© do poeta na renova√ß√£o da vida, mas tamb√©m na possibilidade de se encontrar a si pr√≥prio e o seu universo po√©tico √ļnico.

in www.uc.pt