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Livrologia

Livrologia

05
Mar21

Porque raio Pushkin iria escrever sobre os chefes de estação?

CONVERSATORIO_RUSSIA.png

Estas histórias que estou a ler de Pushkin surpreendem-me a cada página que viro. 

Esta que comecei a ler - The Station-Master - colocou imediatamente um ponto de interrogação ao meu pensamento: porque raio Pushkin iria escrever sobre os chefes de estação?

Obviamente que alguém como ele pode dar-se ao luxo de escrever sobre o que quiser, ainda assim decidi pesquisar pela estranheza do tema e prontamente fui esclarecida pelo próprio, que revela a sua empatia por quem exerce a profissão:

A few words more: during twenty years in succession I have travelled up and down Russia in all directions; I have been on almost all the posting routes; I have known several generations of drivers; there are few station-masters whose faces are not familiar to me and with whom I have not had something to do; I hope to publish in the near future an interesting collection of my travelling impressions; meanwhile I shall only say that the class of station-masters has been grossly misrepresented to the public.

in The Station-Master de Alexander Pushkin

04
Mar21

What is a station-master?

What is a station-master?

(...)

He has no rest either by day or by night. Travellers vent upon him all the annoyance accumulated during their tedious journey: the weather is unbearable, the roads are bad, the driver is obstinate, the horses don't go - and it is all the station-master's fault. Coming into his poor dwelling, the traveller looks upon him as an enemy.

in The Station-Master de Alexander Pushkin

04
Mar21

Who has not cursed the superintedents of posting stations?

Who has not cursed the superintedents of posting stations?

Who has not quarrelled with them?

Who in a moment of anger has not demanded from them the fatal book to write in it his useless complaint of injustice, rudeness, and inefficiency?

Who does not regard them as human monsters, as bad as the attorneys of the old days or at any rate as the Murom highwaymen?

Let us be just, however, let us try to consider their position, and perhaps we shall feel more kindly towards them.

in The Station-Master de Alexander Pushkin

27
Fev21

Com um punhado de versos de Pushkin

CONVERSATORIO_RUSSIA.png

Sabem aquela linha ténue, quase proibida, de que vos falei?

Atravessei-a com coragem e sem medo. Sem medo e sem culpa, com um punhado de versos de Pushkin.

Querendo descobrir o que se esconde por detrás das palavras que escreve, de onde vêm elas, como as escreve, roubei o direito proibido de extrapolar os versos do poeta para o seu dia-a-dia de escrita.

Se nestes versos Pushkin n√£o escreve sobre o seu processo de escrita, quero fingir que sim:

And I forget the world, in blissful peace

I am sweetly lulled by my imagination,

and poetry awakens in me then;

my soul, hard pressed by lyric agitation,

trembles, resounds and seeks as if in sleep

to surface finally in free expression - 

and I receive a host of guests unseen,

old-time acquaintances, fruits of my dreams,

and in my head thoughts spring into existence,

and rhymes dance out to meet them, and the hand

stretches towards the pen, the pen to paper,

and unimpeded verse comes pouring out.

So a ship, motionless in motionless water,

lies dreaming, then suddenly the sailors, the vessel

moves slowly out, bow cutting through billows,

and sails away. Where shall we sail to...?

26
Fev21

Exegi Monumentum

I have built, though not in stone, a monument to myself;

the pathe that leads to it will not be overgrown;

indomitably, the summit of my monument rises

higher than Alexandre's Column.

 

Not all of me shall die - for in my sacred lyre

my soul shall outlive my dust, it shall escape decay - 

in the sublunary world my fame shall be un rending

as long as a single poet holds sway.

 

And word of me shall spread through all the Russian lands,

my name shall be pronounced in all its living tongues,

by proud Slav race and Finn, by Kalmyk on the steppe,

and by the far-flung tribe of Tungus.

 

Long will there be a place for me in people's hearts,

because in my harsh age I sang of Liberty,

because my lyre awoke warm-hearted sentiments

and asked, for the fallen, Charity.

Excerpt from Exegi Monumentum

Alexander Pushkin

Robert Chandler (1837)

in Chapter III - Alexander Pushkin (1799-1837)

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler,

Boris Dralyuk and Irina Mashinsk

26
Fev21

Aleksandr Pushkin | O Negro de Pedro o Grande

Apesar de inacabada esta história tem um valor incalculável, não só pelo retrato histórico da sociedade russa, mas também pelo seu carácter biográfico.

Belinsky, um dos mais influentes críticos literários, comentou que:

Se este romance tivesse sido concluído, teríamos um romance histórico supremo, retratando as maneiras e os costumes da maior época da história russa.
25
Fev21

Inacabada por motivos desconhecidos

CONVERSATORIO_RUSSIA.pngJ√° tinha referido anteriormente que Peter the Great's Negro¬†√©¬†a hist√≥ria baseada na vida do trisav√ī de Pushkin.

Pedro I √© a personagem principal e todas as personagens da hist√≥ria giram em torno dele e dos √ļltimos¬†dias do seu reinado.

Reza a hist√≥ria real que Pedro, o Grande, estaria em Londres, na corte inglesa, em negocia√ß√Ķes diplom√°ticas quando se encantou por um menino africano que vivia no pal√°cio de Jaime II que insistiu em adoptar. Mas h√° muitas outras vers√Ķes de como o czar acabou por apadrinhar um menino negro.

Seja qual for a verdadeira história, Pushkin escreveu-a com um colorido histórico excepcional, descrevendo ao pormenor a sociedade russa, levando-nos numa viagem no tempo.

Infelizmente permaneceu inacabada por motivos desconhecidos, o que tem gerado muitas teorias controversas. Uma delas é que Pushkin terá parado de escrever, porque não queria descrever os tempos em que o seu antepassado caíra em desgraça, depois da morte do czar.

Segundo um amigo de Pushkin - A. Wulf - a narrativa j√° estaria planeada:

A infidelidade sexual da esposa do mouro, que dá à luz uma criança branca e é punida, sendo banida para um convento.

Quanto mais leio, menos sei

O autor português de 2021 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
Visitem o seu mundo encantado
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
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Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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