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Livrologia

Livrologia

06
Abr24

A liberdade era para Augusto Abelaira um valor essencial

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A liberdade era para Augusto Abelaira um valor essencial e nela radicava o seu sentido de toler√Ęncia. Era um individualista e um ser solid√°rio, um c√©tico militante, mas n√£o um pessimista. (...)

Conhecemo-nos na Faculdade, eu caloira, ele finalista de hist√≥rico-filos√≥ficas. Acompanhei-o em v√°rias circunst√Ęncias, fomos amigos durante mais de meio s√©culo, at√© √† sua morte. E se digo que o ‚Äúdesconhe√ßo‚ÄĚ √© porque ao longo dos anos fal√°mos de tudo e nunca fal√°mos de n√≥s. Mesmo quando abordamos assuntos e procuramos solu√ß√Ķes para as nossas vidas privadas.

04
Abr24

Rómulo e Remo cresceram, fortes e robustos

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Rómulo e Remo cresceram, fortes e robustos, numa comunidade de pastores, comerciantes e agricultores, e, Plutarco conta que, conhecendo Numitor, este ajudaria discretamente os pais adoptivos.

Quando os g√©meos se tornaram homens, F√°ustulo revelou-lhes as circunst√Ęncias em que foram encontrados¬†e quem era o seu av√ī. Os jovens, que j√° tinham assumido a lideran√ßa de um pequeno grupo de seguidores, foram em busca de Am√ļlio, matando-o e devolvendo a Numitor o trono de Alba Longa.

02
Abr24

Nesta Ana de Londres é de nós todos que se fala

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Foi precisamente do seu primeiro livro ‚ÄstAt√© j√° n√£o √© Adeus¬†‚Äď que foi repescado o conto¬†Ana de Londres, j√° publicado autonomamente em 1996, mas, agora revisto e acrescentado.

De Yvette Centeno a David Mourão-Ferreira, vários foram os autores que disseram muito elogiosas críticas ao livro. 

Cristina Carvalho não escreve gratuitamente. Na sua prosa vivemos a vida quotidiana, o drama familiar, também o individual, tudo embrulhado numa seda efabulatória surpreendente.

Ana de Londres recoloca-nos, com algum dramatismo, num ponto de viragem da nossa história recente: os anos 60, a fuga à Guerra Colonial, a necessidade de libertação provada por uma juventude filha de pais conformados, o choque com novas culturas e hábitos e as consequências daí advindas.

‚ÄúOs anos tinham rodado vertiginosamente em c√≠rculos e c√≠rculos perigosos, como num po√ßo da morte, eu n√£o fazia a m√≠nima ideia de como estaria, e n√£o fazias a m√≠nima ideia de como eu estaria.‚Ä̬†(p√°g. 100).

A obra completa-se com um elucidativo pref√°cio de Miguel Real e bel√≠ssima ilustra√ß√Ķes de Manuel San-Payo.

Corroboro as palavras de Yvette Centeno: ‚ÄúNesta¬†Ana de Londres¬†√© de n√≥s todos que se fala‚ÄĚ.

in A das Artes - Leituras de Joaquim Gonçalves

01
Abr24

Durou cinquenta e dois anos e meio, esta uni√£o

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Durou cinquenta e dois anos e meio, esta uni√£o. Separou-os a morte dele. Foi esta a √ļnica hip√≥tese de apartamento. Por v√°rias raz√Ķes que v√£o acontecendo ao longo de duas vidas em comum existem sempre, essas raz√Ķes, com mais sobressaltos, menos sobressaltos, mais reconcilia√ß√Ķes, menos reconcilia√ß√Ķes, mais entendimentos, menos entendimentos, este casamento foi avan√ßando no tempo, na idade, na compreens√£o e no perd√£o.

in Rómulo de Carvalho / António Gedeão - Príncipe Perfeito de Cristina Carvalho

28
Mar24

Rómulo e Remo, os quais, segundo a lenda, foram amamentados por uma loba

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Depois do nascimento das duas crian√ßas, Am√ļlio quis que ambos morressem e ordenou que fossem afogados nas √°guas do rio Tibre, mas quem tinha sido encarregue de os matar, em vez de os fazer desaparecer, abandonou-os √† sorte numa cesta, que colocou nas √°guas do rio.

A corrente transportou-os at√© um lugar onde crescia uma √°rvore sagrada, o¬†Ficus¬†ruminalis, uma figueira silvestre consagrada a uma divindade ind√≠gena, Rumina, protectora dos lactentes. Do nome desta deusa, que deriva da palavra latina ruma ‚Äď que significa √ļbere e tamb√©m colina ‚Äď, poderiam derivar tamb√©m os nomes de R√≥mulo e Remo, os quais, segundo a lenda, foram amamentados por uma loba.

26
Mar24

Ana é uma rapariga de 18 anos que, contrariando a vontade dos pais, viaja para Londres

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Ana √© uma rapariga de 18 anos que, contrariando a vontade dos pais, viaja para Londres, acreditando numa vida melhor e no amor vivido com Jo√£o Filipe, o namorado que emigrou para fugir √† Guerra Colonial. Mesmo que, no fundo, saiba que nunca se conseguir√° libertar de uma heran√ßa cultural e familiar, que lhe corre nas veias misturada com o sangue: ¬ęPercebeu toda a confus√£o de h√°bitos, maneiras e costumes, dos quais, pensou ela, mesmo que desapare√ßa, jamais se poder√° esquecer.¬Ľ

A escrita de Cristina Carvalho mostra-nos a poesia da voz interior, alternando entre narradores e permitindo um vislumbre dos sonhos (desfeitos e por cumprir) de cada uma das personagens. Tal como a geração de Ana, que então partiu para cumprir um sonho fugindo a um país sonolento, há agora gente que parte diariamente, impelida por uma política de desertificação humana. Porém, se na geração de Ana o regresso a casa era visto como provável, hoje em dia parece ser de uma impossibilidade tremenda. Um livro urgente, pertinente e de uma estranha e inimaginável actualidade.

in Rua de Baixo de Pedro Miguel Silva

25
Mar24

Finalmente, em 1945, casaram-se Rómulo e Natália

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Como viu, realmente durante mais cinquenta e cinco anos. Reparou, ent√£o, que ela ia tomando apontamentos num caderno com um l√°pis pouco afiado.

¬ęCom licen√ßa, tenho aqui um l√°pis maior, bem afiado, pode dar-lhe mais jeito...¬Ľ

e ela

¬ęMas este l√°pis est√° bem, muito bem afiado!¬Ľ

e ele

¬ęPosso ent√£o dar-lhe um novo caderno acabado de comprar?¬Ľ

e ela

¬ęN√£o percebi...¬Ľ

e ele

¬ęQue est√° a estudar? Para algum exame, talvez! Sou professor...¬Ľ

Naquela altura e numa fra√ß√£o de segundo todas as d√ļvidas se dissiparam e a can√ß√£o murmurada em largos horizontes, can√ß√£o de torturas e del√≠cias, fez-se ouvir. Esse namoro, preparos de uma longa vida a dois, durou dois anos e meio. Finalmente, em 1945, casaram-se R√≥mulo e Nat√°lia.

in Rómulo de Carvalho / António Gedeão - Príncipe Perfeito de Cristina Carvalho

21
Mar24

O pai de Rómulo e Remo teria sido o deus Marte

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Rómulo e o irmão gémeo Remo terão sido os filhos de Reia Sílvia, filha de Numitor, rei de Alba Longa, uma antiga povoação dos montes Albanos, situada na região italiana do Lácio.

Tudo o que chegou at√© aos nossos dias sobre a vida de R√≥mulo e Remo faz parte de uma lenda constru√≠da com base em duas tradi√ß√Ķes, a grega e a latina.¬†

Plutarco conta que sucedeu a Procas o rei Numitor, que foi destitu√≠do pelo seu irm√£o Am√ļlio. Este, para garantir o poder, acabou com todos os filhos var√Ķes do seu irm√£o, embora tenha respeitado a vida da sua √ļnica filha, Reia S√≠lvia, ainda virgem. Diz a lenda que a rapariga fora consagrada como sacerdotisa √† deusa do lar, Vesta, e que o pai de R√≥mulo e Remo teria sido o deus Marte, a vers√£o latina de Ares, o deus grego da guerra, que a violou. Outras fontes sugerem, no entanto, que poderia tratar-se do pr√≥prio Am√ļlio.

Quanto mais leio menos sei
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
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A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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