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Livrologia

Livrologia

23
Ago20

N√£o consegue deixar de pensar o sentimento

Yevgeny Baratynsky.jpeg

Baratynsky criou um método de escrita que consistia em colocar um problema e examiná-lo sob diferentes perspectivas, muitas vezes contraditórias.

Um dos poemas onde podemos verificar este m√©todo √©¬†Disillusionment em que analisa o amor de diferentes √Ęngulos.¬†O poeta disseca o cora√ß√£o, nunca reduzindo cientificamente o sentimento, mas aprimorando-o, elevando-o acima da carne, e isso era algo de novo para a √©poca.

Nos seus poemas mais tardios isso ser√° ainda mais vis√≠vel, em que a persona luta por acreditar numa verdade transcendente, que n√£o se consegue libertar das quest√Ķes que a Raz√£o constantemente lhe coloca. N√£o consegue deixar de pensar o sentimento, buscando a sabedoria no sentir.

Apesar da sua beleza, não é fácil ler Baratynsky.

Um poema seu pode tornar-se num nó emaranhado de sintaxe e os seus versos podem ser terrivelmente difíceis, mesmo para aqueles cuja língua materna é o russo.

21
Ago20

Baratynsky era excepcional, porque pensava

Yevgeny Baratynsky.jpeg

Quem não sabe devia saber: Pushkin tinha imensos amigos,  entre eles muitos escritores e poetas. E Baratynsky era um deles.

Pushkin dizia que Baratynsky era excepcional, porque pensava. Não o dizia com sarcasmo, mas com a convicção de que Baratynsky seria aquele que iria desenvolver as ferramentas que iriam permitir aos escritores russos examinar a realidade num contexto intelectual e metafísico.

Se por um lado a "poesia da realidade" de Pushkin deu voz ao quotidiano, tornando-se na base dos romances do final do século XIX, por outro lado a "poesia do pensamento" de Baratynsky viria a construir-se sobre essa base, contribuindo para a sua análise complexa.

20
Ago20

Os problemas da terra perdem o sentido, quando se est√° a bordo

diario_pintura1.png@ autoreselivros.wordpress.com

 

A grande ação do mar é o desprendimento a que nos obriga.

Os problemas da terra perdem o sentido, quando se está a bordo. O mar despreza a realidade humana. Para que viver? Para que pensar? Para que fazer alguma coisa, no centro destas águas enormes, entregues ao seu destino cósmico, muito maior que o nosso?

Diário de Bordo - Cecília Meireles

19
Ago20

Literatura brasileira, a coisa mais linda/ mais cheia de graça

cafecomlivros.png

Cecília não foi uma leitura planeada. Apareceu-me subitamente numa das encruzilhadas literárias que une todos os caminhos do que leio.

A literatura brasileira sempre pairou nos meus planos de leitura, mas era sempre para depois. At√© que o acaso a imp√īs e estou feliz que assim tenha sido.

A língua é a portuguesa, mas com outro ritmo, com outro cheiro, com outro calor, com outras cores, com outras risadas.

As palavras são provocadoras e teimam em colar-se à pele numa canção. Quando menos esperamos já não a conseguimos abandonar e queremos lá ficar.

Por isso leio-a languidamente, como a coisa mais linda/ mais cheia de graça/ num doce balanço a caminho do mar.

13
Ago20

Cecília e Fernando permaneceram durante três meses em Portugal

cecilia_logo.jpg

Cecília e Fernando permaneceram durante três meses em Portugal, onde, a convite da amiga Fernanda de Castro, esposa de António Ferro, então director da Secretaria de Propaganda Nacional, do governo de Salazar, a poeta proferiu três conferências.

Uma delas e a mais conhecida foi Samba, Batuque e Macumba, em que Cecília apresenta o negro brasileiro para a elite dos anos 30, como um dos principais contribuidores da cultura brasileira. Perante uma audiência onde estava sentada a elite liberal, a poeta pintou a boa baiana, a mulata faceira, o negro de alma pura e selvagem que sonha com a sua "choça" africana.

11
Ago20

A morte repentina de Delvig aos 32 anos

delvig.png

Anton Delvig editou o peri√≥dico¬†Northern Flowers¬†(1825‚Äď1831), um almanaque liter√°rio em que Pushkin era um dos principais colaboradores.¬†Delvig e Pushkin fundaram tamb√©m a¬†Literaturnaya Gazeta¬†publicada semanalmente, mas viria a ser encerrada mais tarde pelas autoridades.

A morte repentina de Delvig aos 32 anos deixou Pushkin inconsol√°vel e muito abalado.

10
Ago20

Quando a poesia e a m√ļsica se unem

delvig.png

Anton Delvig estudou na mesma escola (Tsarskoye Selo Lyceum) que K√ľchelbecker e¬†Pushkin, todos bons amigos.

K√ľchelbecker dedicou-lhe um poema ('O, Delvig') que mais tarde foi musicado por¬†Dmitri Shostakovich.

E falando de poemas musicados, Delvig ao interessar-se pelo folclore russo escreveu imensas imita√ß√Ķes de can√ß√Ķes folcl√≥ricas e algumas delas viriam a ser musicadas por compositores como¬†Alexander Alyabyev¬†e¬†Mikhail Glinka.

2019 foi o ano que escolhi para ler Sophia de Mello Breyner
Visitem o mundo encantado de Sophia
Em 2021 irei ler Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
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A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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