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Livrologia

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21
Jun20

Ivan Krylov, o La Fontaine russo

krylov1.png

Acabei de ler o capítulo de Krylov do The Penguin Book of Russian Poetry, mas não queria avançar com a leitura do livro sem antes partilhar algumas curiosidades sobre o poeta.

O La Fontaine russo, como geralmente é conhecido, conseguiu criar um estilo próprio, escrevendo fábulas com maior detalhe e mais satíricas que o seu predecessor francês.

Pela altura da sua morte, 77.000 c√≥pias das suas f√°bulas tinham sido vendidas na R√ļssia.

O segredo do seu sucesso deveu-se ao facto de não só as suas fábulas terem sido baseadas em eventos históricos, mas também pela sua marcante sabedoria e humor, que os leitores adoravam.

Mas as suas fábulas nem sempre tiveram a vida facilitada. Muitas vezes, os censores do governo proibiram a sua publicação e, algumas delas, só viram a luz do dia após a sua morte.

24
Mai20

Just a waste of time

Clearly, they might

have spared their journey. Still, one thing they'd learned:

where great men profit from the small man's crime,

to seek redress is just a waste of time.

 

Ivan Krylov

Excerto do poema from The Fly and the Tavellers

in Chapter I - The Eighteenth Century

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler, Boris Dralyuk and Irina Mashinski

24
Mai20

Krylov nunca teve qualquer intenção de ser um escritor de fábulas

krylov1.png

As palavras levam-nos por vezes por caminhos que nunca nos ocorreria percorrer e geralmente a nossa escrita chega a um destino mais longínquo do que aquele que inicialmente tínhamos traçado.

Krylov nunca teve qualquer inten√ß√£o de ser um escritor de f√°bulas. Vivia das tradu√ß√Ķes das f√°bulas de La Fontaine, mas √† medida que as traduzia a vontade de as escrever ia crescendo no seu √≠ntimo.

Apesar de alguns dos seus temas terem sido baseados em Esopo e La Fontaine, moldou-os sob a sua pena, escrevendo fábulas repletas de raposas, corvos, lobos e ovelhas que se tornaram em estereótipos sociais russos, personagens de uma sátira que apelava moralmente ao senso comum, ao trabalho árduo e à justiça.

O seu primeiro livro de fábulas, com o alto patrocínio da família imperial, foi publicado em 1809 e a sua leitura viria a enriquecer de certa forma a linguagem, visto que muito dos seus aforismos tornaram-se parte da fala quotidiana dos russos.

23
Mai20

A lot of people, like this fly

A lot of people, like this fly,

poke fingers into every pie,

and never guess you're not delighted

to see them, though they weren't invited.

 

Ivan Krylov

Excerto do poema from The Fly and the Tavellers

in Chapter I - The Eighteenth Century

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler, Boris Dralyuk and Irina Mashinski

23
Mai20

Men do things infinitely worse

Men do things infinitely worse

to one another, I'm afraid,

when there's a profit to be made.

 

Ivan Krylov

Excerto do poema from The Geese Going to Market

in Chapter I - The Eighteenth Century

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler, Boris Dralyuk and Irina Mashinski

16
Abr20

Krylov e o seu amor aos livros

krylov1.png

Ao contr√°rio de Derzhavin que por quest√Ķes financeiras e familiares viu-se na conting√™ncia de seguir profissionalmente pela via militar, Krylov desde cedo que decidiu enveredar pela carreira liter√°ria.

Aos 14 vendeu a sua primeira comédia a uma editora e com o dinheiro que ganhou comprou livros: Molière, Racine e Boileau.

Nada de estranho, considerando que o seu pai sempre fora um √°vido leitor, tendo o poeta vivido toda a sua meninice por entre livros.

Cresceu com eles, escreveria outros tantos e por eles morreria.

16
Abr20

He's no connoisseur of song

A donkey's ears are large and long,

but he's no connoisseur of song.

 

Ivan Krylov

Excerto do poema from  The Donkey and the Nightingale

in Chapter I - The Eighteenth Century

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler, Boris Dralyuk and Irina Mashinski

15
Abr20

Song without words

But what's the good of trying to explain

the music of the nightingale - 

you're bound to fail!

Song without words,

it spoke of what no words could tell,

and cast a spell

on all the other birds.

 

Ivan Krylov

Excerto do poema from  The Donkey and the Nightingale

in Chapter I - The Eighteenth Century

The Penguin Book of Russian Poetry - edited by Robert Chandler, Boris Dralyuk and Irina Mashinski

2019 foi o ano que escolhi para ler Sophia de Mello Breyner
Visitem o mundo encantado de Sophia
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Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
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Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
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