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Livrologia

by Miss X

Livrologia

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15
Fev19

Sophia de Mello Breyner Andresen | A Menina do Mar

A Menina do Mar foi inspirada numa história incompleta que a mãe tinha contado a Sophia sobre uma menina que vivia nas rochas e é um dos contos que mais me diz.

 

Tamb√©m eu passei a minha inf√Ęncia numa outra praia do norte, n√£o muito longe dessa. Tamb√©m eu saltitava em po√ßas de √°gua, porque o mar do norte foi sempre bravo demais para as crian√ßas se banharem nele.¬†

Como a coisa que eu mais adorava na vida era tomar banho de mar, essa menina tornou-se para mim o símbolo da felicidade máxima, porque vivia no mar, com as algas, com os peixes... Então eu comecei a contar a história a partir disso.

- afirmou a escritora, numa entrevista a Eduardo Prado Coelho

@ www.rtp.pt

08
Fev19

Sophia de Mello Breyner Andresen | A √Ārvore

Numa nota introdut√≥ria, Sophia escreve-nos que A √Ārvore foi inspirada por um conto japon√™s.

Nesta pequena história, o exotismo oriental revela-se no culto da Natureza, impregnada de humanidade, que merece o mesmo respeito que um nosso qualquer antepassado familiar, com quem se conviveu durante muito tempo e de quem se herdou histórias para contar.

07
Fev19

Sophia de Mello Breyner Andresen | O Rapaz de Bronze

H√° tanto tempo que n√£o relia Sophia e foi maravilhoso reentrar no seu imagin√°rio de flores e mais flores,¬†glad√≠olos, beg√≥nias, flores de muguet, rosas, urzes, glic√≠nias, papoilas, todas extraordin√°rias na sua diferen√ßa, que sentem e vivem emo√ß√Ķes humanas:¬†medos, mundos, sonhos e verdade.

 

Mas não se deixem enganar por este mundo florido, que é também uma feroz crítica social. Cada flor uma característica e todo o jardim uma metonímia do mundo.

 

Muito mais que a complexidade da interacção humana, a simplicidade do Rapaz de Bronze é um exemplo de justiça humana.

Para a Humanidade a li√ß√£o: as diferen√ßas √© o que torna o mundo √ļnico e especial.

02
Fev19

Thomas Stearns Eliot | O Livro dos Gatos

Gatos, gatos e mais gatos.

Poemas-gato escritos por Eliot que os assinou como Old Possum, alcunha pela qual Ezra Pound o chamava.

Estes poemas infantis surpreenderam todos pela graça e sensibilidade pela psicologia felina e, em cada um deles, um gato diferente: gatos que desaparecem misteriosamente, gatos actores, gatos pobres, ricos e de todas as espécies e feitios.

23
Jan19

Marguerite Duras | A Doença da Morte

Muito, muito bonita esta La Maladie de la Mort [A Doença da Morte]. 

 

Parte meditação existencialista, parte fantasia erótica, esta pequena preciosidade,  que me veio parar às mãos por mero acaso, conta a história de um homem e de uma mulher, um escritor e uma prostituta. Ele é um homossexual e decide comprar um corpo para tentar amar, para encontrar alguém que possa amá-lo. Ela obedece-lhe cegamente, deixa-se explorar e espera que as coisas aconteçam. 

 

Há um paralelismo entre esta história e a história de Duras e Yann Andréa, ele próprio homossexual e, portanto, incapaz de ter desejo por ela, enquanto ela o amava aberta e loucamente.

 

Mais do que uma simples história entre um homem e uma mulher, é a história do amor impossível e da ausência de desejo, da alienação de um amor irreconciliável, de naturezas opostas, em que o espaço vazio que os separa é mais interessante do que as tentativas para o preencher.