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Livrologia

Livrologia

27
Jul21

Jorge de Sena| O Comboio das Onze

Um conto surrealista com uma história insólita e incoerente. 

√ďscar Lopes descreveu-o como¬†um texto surrealista em que v√°rios¬†recursos mais ou menos felizes da absurdez narrativa apenas deixam coar¬†uma atmosfera, apesar de tudo bastante homog√©nea, de uma experi√™ncia¬†de vida ferrovi√°ria nos sub√ļrbios de Lisboa nos meados do s√©culo.
10
Jul21

Jorge de Sena| História do Peixe-Pato

Jorge de Sena, pelo seu próprio punho, sobre a escrita da História do Peixe-Pato:

Escrito em 1959, nos fins desse ano, e pois j√° no Brasil, ser√° interessante anotar que o foi com uma inten√ß√£o inteiramente tra√≠da pelo ‚Äúpeixe-pato‚ÄĚ ele mesmo, pelo homem que √© outra personagem da hist√≥ria, e por aquelas aves sinistras voando sobre a paix√£o deles.

Com efeito, os mais velhos dos meus filhos, ent√£o crian√ßas, pediram-me que, escrevendo eu (coisa que eles viam acontecer diariamente, mas de que eram exclu√≠dos), escrevesse uma ‚Äúhist√≥ria‚ÄĚ para eles.

Comecei a escrevê-la… E saiu uma coisa cheia de coisas terríveis, evidentes ou não, que crianças não podiam ler nem entender, mas que, se ouvissem lhes dariam pesadelos (não muitos diversos de comuns e habituais pesadelos da adolescência sobretudo masculina, como é sabido dos entendidos dos tais assuntos).

~ Jorge de Sena ~

29
Jun21

Jorge de Sena | As Evidências

As Evidências exigiram várias visitas de Jorge de Sena à censura, visto que estes poemas revelavam de forma subtil o seu incorfomismo.

Vinte e um sonetos de um poema só, que segundo Sena, foram fruto angustiosamente amadurecido de uma outra sinceridade; aquela que devemos a nós próprios e à nossa própria expressão, naqueles momentos, como que revelados, de aceitação transcendente, demasiado áspera para ser lembrada todos os dias, mesmo em presença da poesia, e de objetividade em face do mundo, demasiado incómoda para as vantagens quotidianas de sermos apenas nós próprios.

27
Jun21

Jorge de Sena | Pedra Filosofal

H√° coisas na vida mais belas que a vida

coisas terríveis tão belas ocultas

que coisas n√£o s√£o.

Estes versos de Jorge de Sena definem Pedra Filosofal. Dividido em tr√™s partes - Circunst√Ęncia, Po√©tica e Amor - cont√©m poemas bel√≠ssimos que aprofundam a dial√©ctica do vis√≠vel e do invis√≠vel. N√£o sendo opostos, mas uma forma de ver. Ver para al√©m do que n√£o se v√™ e que existe n√£o se vendo, o mais puro e oculto sentido do mundo.

24
Mai21

Jorge de Sena | Coroa da Terra

Terminei a leitura dos poemas seleccionados de Coroa da Terra, publicados em 1946, escritos, quase todos eles, durante os anos em que Sena viveu como estudante universitário no Porto.

Quando foi excluído da Marinha de Guerra Jorge de Sena decide estudar Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia do Porto, onde obtém a licenciatura em 1944.

Aliás, 1944 foi um ano difícil para o poeta em que para além do luto pelas mortes do pai e da avó materna, viveu atormentado pelas dificuldades económicas, vivendo da ajuda financeira dos amigos.

Talvez por isso, os poemas de Coroa da Terra me pare√ßam t√£o¬† rudes e dilacerantes, como se a crian√ßa que nunca foi n√£o tivesse inf√Ęncia a perder e sofresse de uma adult√≠cia perp√©tua que nunca o abandonaria.

04
Abr21

Jorge de Sena| Perseguição

Terminei o cap√≠tulo da Poesia I onde constam os poemas seleccionados de Persegui√ß√£o, o primeiro livro de poemas de Jorge de Sena,¬†pago por Ruy Cinatti e Tomaz Kim, e impresso na tipografia Atl√Ęntida, de Coimbra, gra√ßas ao papel oferecido por Jo√£o Alves Gomes dos Santos. Passou quase despercebido e foi¬†considerado, na altura, revelador mas dif√≠cil, mas nada melhor do que ler as palavras de Sena sobre o seu pr√≥prio livro:

Quanto à 'Perseguição', os poemas pequenos sofrem, digamos, de um certo hermetismo, ou melhor, concentração verso a verso; os grandes, pelo contrário, mesmo quando se espraiam em associativas imagens, são harmónicos, e a arquitectura, bem patente, dá-lhes firmeza, ainda que essa firmeza diga respeito ao visível.

Quanto mais leio, menos sei

O autor português de 2021 é Jorge de Sena
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