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Livrologia

by Miss X

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11
Abr19

Sophia de Mello Breyner Andresen | Musa

Sobre o pen√ļltimo livro de poemas de Sophia - Musa - num artigo publicado na revista¬†Humanitas, a¬† mais antiga revista publicada em Portugal, publicada pela Universidade de Coimbra, Jos√© Ribeiro Ferreira aborda a transversalidade do mito de Orfeu na poesia de Sophia.

 

Alguns dos poemas de Musa fazem parte dessa transversalidade. Sugiro a leitura de O Tema de Orfeu em Musa de Sophia de Mello Breyner Andresen:

A presença de Orfeu e Eurídice em Sophia de Mello Breyner Andresen oferece mais um exemplo da permanência da cultura greco-latina nos dias de hoje e mostra como continua uma herança comum e um traço de união de todos os países que compartilham a tradição europeia ou cristã. 

09
Abr19

Sophia de Mello Breyner Andresen | O Cristo Cigano

O Cristo Cigano tem uma estrutura diferente de todos os outros livros de poesia de Sophia. Os poemas contam uma história, como se fossem um só poema.

Numa entrevista em 1962 Sophia diz:

Direi que o pretexto deste poema foi a lenda do Cristo Cachorro que me contou em Sevilha, numa igreja de Triana, o poeta Jo√£o Cabral de Melo, a quem um cigano a tinha contado.

 

Este tema é o encontro com Cristo. O encontro com a pobreza, a miséria, a solidão, o abandono, o sofrimento, a agonia.

05
Abr19

Sophia de Mello Breyner Andresen | Navega√ß√Ķes

Navega√ß√Ķes¬†foi publicado numa edi√ß√£o da¬†Imprensa Nacional - Casa da Moeda¬†e sob os ausp√≠cios do Comissariado para a XVII Exposi√ß√£o Europeia de Arte, Ci√™ncia e Cultura. Essa mesma edi√ß√£o foi ilustrada com reprodu√ß√Ķes de documentos cartogr√°ficos do s√©culo XVI.

 

Recebeu¬†o Pr√©mio da Cr√≠tica do Centro Portugu√™s da Associa√ß√£o Internacional dos Cr√≠ticos Liter√°rios e o Pr√©mio Cam√Ķes.

 

Aqui, os poemas trazem √† cena a gesta ultramarina empreendida pelos portugueses ao longo do que se convencionou chamar expans√£o mar√≠tima, mas tamb√©m a pr√≥pria experi√™ncia de Sophia como viajante, e de modo mais ou menos expl√≠cito, as andan√ßas de outras personagens arrancadas de tempos e situa√ß√Ķes diversas, como o m√≠tico Preste Jo√£o, o c√©lebre nauta Bartolomeu Dias e os poetas Lu√≠s de Cam√Ķes, Jorge de Sena e Fernando Pessoa.

Assim, os poemas de Navega√ß√Ķes formam, de um modo muito livre, uma narrativa de viagem, ou de viagens.

- Eucana√£ Ferraz