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Livrologia

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12
Out21

Jorge de Sena| Metamorfoses

Da antologia de poemas que estou a ler de Jorge de Sena, os de Metamorfoses foram os que mais me marcaram.

Sena afirmou que Metamorfoses não foi apenas feito de pinturas ou esculturas, mas também de igrejas, palácios, praças, ruas e casas, alguns castelos. A arte no seu todo.

Aliás, inicialmente o título era outro - Museu - palavra que lhe ocorreu quando leu na tradução inglesa do Dicionário das Antiguidades Clássicas, de Oskar Seyfrett, que museu foi originariamente um templo dedicado às Musas, e depois local dedicado às obras das Musas.

O poeta tamb√©m confessou que estes poemas lhe surgiram¬†no seu irresist√≠vel √≠mpeto e assim foram publicados, sem grandes altera√ß√Ķes.

12
Set21

Jorge de Sena| Fidelidade

Gostei particularmente destes poemas de Fidelidade,  porque revelam as mundividências de Sena. Delas faz poesia e cada visão do seu mundo e do outro o inspira a revelar-se mais para o seu leitor. Aliás, há muito do seu mundo privado nestes poemas, mais do que imaginaria algum dia ler. Partindo da contemplação da memória, viaja pelos momentos que viveu, pelos livros que leu, pelas pessoas que conheceu.

03
Ago21

Jorge de Sena| A Comemoração

Para falar deste conto passo a palavra a Sena:

Este conto, primeiro publicado no Mundo Liter√°rio, n.¬ļ 35, de 4 de Janeiro de 1947, aonde gra√ßas √† coragem de Casais Monteiro passou as malhas da censura, foi por certo uma das primeiras manifesta√ß√Ķes de uma literatura denunciadora e anal√≠tica do mundo colonial portugu√™s, que eu conhecia duplamente, quer por anos antes haver visitado Cabo Verde, S√£o Tom√© e Angola, quer porque a sociedade de funcion√°rios administrativos vivendo em Lisboa como num ¬ęguetto¬Ľ a que n√£o se adaptavam (...)

O creio que Caf√© Nacional que j√° n√£o existe era, ali perto da Esta√ß√£o do Rossio, e na Rua 1.¬ļ de Dezembro, o principal ponto de reuni√£o de tal mundo de funcion√°rios aposentados e comerciantes retirados, tal como ele e eles s√£o descritos no conto. Este, √© √≥bvio, serve tamb√©m de aleg√≥rica s√°tira √† mania ¬ęcomemorativa¬Ľ que era end√©mica no Estado Novo (...)

02
Ago21

Jorge de Sena| A Janela da Esquina

A D. Felisberta passava os dias que lhe restavam no esquecimento de um janela que dava para a rua. Vive da vida l√° de fora, porque a sua j√° partira h√° muito tempo, deixando para tr√°s o seu corpo que ainda respira. Ser√° esta a derradeira solid√£o da velhice? Viver a vida dos outros como se fosse a nossa?

Esta janela são todas as janelas por este país fora que emolduram os nossos velhos, esquecidos por todos.

27
Jul21

Jorge de Sena| O Comboio das Onze

Um conto surrealista com uma história insólita e incoerente. 

√ďscar Lopes descreveu-o como¬†um texto surrealista em que v√°rios¬†recursos mais ou menos felizes da absurdez narrativa apenas deixam coar¬†uma atmosfera, apesar de tudo bastante homog√©nea, de uma experi√™ncia¬†de vida ferrovi√°ria nos sub√ļrbios de Lisboa nos meados do s√©culo.
10
Jul21

Jorge de Sena| História do Peixe-Pato

Jorge de Sena, pelo seu próprio punho, sobre a escrita da História do Peixe-Pato:

Escrito em 1959, nos fins desse ano, e pois j√° no Brasil, ser√° interessante anotar que o foi com uma inten√ß√£o inteiramente tra√≠da pelo ‚Äúpeixe-pato‚ÄĚ ele mesmo, pelo homem que √© outra personagem da hist√≥ria, e por aquelas aves sinistras voando sobre a paix√£o deles.

Com efeito, os mais velhos dos meus filhos, ent√£o crian√ßas, pediram-me que, escrevendo eu (coisa que eles viam acontecer diariamente, mas de que eram exclu√≠dos), escrevesse uma ‚Äúhist√≥ria‚ÄĚ para eles.

Comecei a escrevê-la… E saiu uma coisa cheia de coisas terríveis, evidentes ou não, que crianças não podiam ler nem entender, mas que, se ouvissem lhes dariam pesadelos (não muitos diversos de comuns e habituais pesadelos da adolescência sobretudo masculina, como é sabido dos entendidos dos tais assuntos).

~ Jorge de Sena ~

Quanto mais leio, menos sei

O autor português de 2021/2022 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
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