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Livrologia

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04
Jun20

Um pedido de desculpas a Sena

sena4.png

Devo um pedido de desculpas a Sena. Planeei cuidadosamente o seu ciclo de leitura em 2020, mas os inesperados foram tantos que agora constato ser melhor adiar para 2021.

Será mais justo ler este bastião literário em tempos mais calmos, porque lhe devo essa vénia de respeito.

Mea culpa que me perdi na beleza das palavras de Sophia, atrasando o fecho da última página lida. Faltam-me apenas dois livros - Contos Exemplares e A Fada Oriana - deixados propositadamente para o fim.

2020 será o ano de arrumar leituras e acabar todas aquelas que estão dispersas pelo chão do meu quarto: Mário de Andrade, Maugham, os poetas russos.

As constantes e inesperadas mudanças da minha rotina não têm ajudado a manter a leitura em dia, mas espero conseguir fechar leituras nos próximos meses.

03
Set19

Uma das mais belas correspondências da literatura portuguesa

Ontem, a Cinemateca Portuguesa convidou-me para falar de Jorge de Sena, na sessão de inauguração do ciclo de cinema comemorativo do centenário de Jorge de Sena.

Por ter sido eu, em 1987, o organizador de um livrinho, Jorge de Sena e o Cinema, que reunia os textos que o autor escreveu sobre filmes.

Este ciclo da Cinemateca cruza-se com outro ciclo, o da comemoração do centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Sena e Sofia tinham uma electiva afinidade e trocaram uma correspondência brilhante, lindíssima, reunida num livro de que eu sou o editor.

É uma das mais belas correspondências da literatura portuguesa.

Gosto muito das outras correspondências de Sena que publiquei, com Gaspar Simões, Delfim Santos, Raul Leal e Eugénio de Andrade, mas há um lirismo, uma veemência, uma poética na Correspondência Sena-Sophia que, aposto, as letras portuguesas não voltarão a repetir.

E agora o texto da minha intervenção, ontem, na Cinemateca.

 

in A Página Negra de Manuel S. Fonseca

31
Ago19

Sophia & Sena celebrados no cinema

Em 2019 não se celebra apenas o centenário do nascimento de Sophia, mas também o de Jorge de Sena.

Sena e Sophia nasceram quase no mesmo dia, em 2 e 6 Novembro de 1919, mas não seria apenas esta a única coincidência a uni-los numa profunda amizade.

Amizade essa que ficaria registada para a posteridade nas cartas que trocaram ao longo da vida e que, mais tarde, viria a ser cinematografada por Rita Azevedo.

A Cinemateca à guisa de celebração - e muito bem - destes dois grandes nomes da literatura irá exibir em Setembro mais de uma vintena de filmes para celebrá-los:

Este ano “a celebração do centenário do nascimento dos dois poetas não ficaria completa sem uma justa referência à atenção que Jorge de Sena e Sophia dedicaram ao cinema”, afirma a Cinemateca em comunicado. 

Assim, em Setembro acolherá dois ciclos, com um total de 27 filmes, “assinalando a relação por eles mantida com o cinema internacional, e a sua presença, ou alguns dos seus ecos, no cinema português, cinema este que, aliás, em muitas das suas vertentes é carregado de um profundo poético”.

O primeiro é dedicado a Jorge de Sena que fez crítica de cinema, apresentou filmes e fez palestras sobre cinema. Segundo a Cinemateca, além do universo dos filmes sobre os quais Jorge de Sena escreveu, o ciclo inspira-se ainda numa lista de dez filmes que o escritor disse, em 1968, que levaria com ele para uma ilha deserta.

in Público

Deste ciclo de cinema gostaria de destacar:

 

Correspondências de Rita Azevedo Gomes

Segunda-feira [16.09] 18:00 | Sala M. Félix Ribeiro

O filme será exibido com a presença da realizadora. Inspirado nas cartas trocadas entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena, durante os quase vinte anos de exílio deste último, a realizadora confessou que foi uma espécie de re-memória do meu início neste gosto pela poesia, por estes dois autores.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen de João César Monteiro

Segunda-feira [16.09] 21:30 | Sala M. Félix Ribeiro
Quando questionado sobre esta curta-metragem sobre a poetisa do mar, João César Monteiro declarou-a assim: no que ao meu filme diz respeito, suponho que, antes do mais, ele é a prova, para quem a quiser entender, que a poesia não é filmável e não adianta persegui-la.

2019 foi o ano que escolhi para ler Sophia de Mello Breyner
Visitem o mundo encantado de Sophia
Em 2021 irei ler Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos Pássaros está aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
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A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog não adopta o novo Acordo Ortográfico.

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