A Operação Bookini chegou ao fim, mas não será o seu fim. Esta operação foi uma pequena arrelia que decidi impôr a mim própria para descansar um pouco dos livros.
Não tem plano e será sempre decretada por aquilo que me vier a apetecer ler durante as férias que pode ser tudo e nada. Nestas parcas férias, ler a imprensa escrita foi um deleite: fui surpreendida, extasiada, provocada, desiludida, aborrecida, enfadada, divertida.
Eu é que era motorista de matéria perigosa, mas nunca fiz greve. E quando o meu patrão me pedia "algo de bom", eu tomava a liberdade de lhe oferecer fotocópias. Ele era doido por fotocópias!
O Inimigo Público
in jornal Público n.º 10.707 de 16 de Agosto de 2019
Milhares de pessoas questionaram se a conta de Twitter de Rui Rio era mesmo oficial. E a empresa já esclareceu. "Temos contas paródia de José Sócrates, Passos Coelho e António Costa, mas aquela conta do Rui Rio é mesmo gerida por ele.
A conta inclusive tem o selo azul e está verificada. Foi mesmo ele pessoalmente que escreveu aquilo e não nenhum hacker nem alguém de dentro do PSD que tem a password da conta e quer tramá-lo.
Nenhum humorista por melhor que seja vai conseguir fazer uma conta paródia com melhores piadas que a conta real do Rui Rio.
O Inimigo Público
in jornal Público n.º 10.707 de 16 de Agosto de 2019
Escrever foi - e é - a maior desilusão da minha vida. Quando percebi que para escrever "Havia um macaco", era preciso escrever "H" e depois "a" e depois "v" e depois "i" e "a" - e ainda só se tinha conseguido escrever "havia" -, compreendi a lentidão esmagadora da escrita, o registo burocrático, a dama de companhia, o corte imenso e o desperdício de escrever.
Miguel Esteves Cardoso
in jornal Público n.º 10.707 de 16 de Agosto de 2019