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Livrologia

Livrologia

19
Mar22

The Putin Files

Sugiro a visualiza√ß√£o das entrevistas reunidas em The Putin Files¬†captadas durante 6 meses (2017) em¬†Washington, Moscovo, Nova Iorque e Calif√≥rnia,¬†a respons√°veis das ag√™ncias de intelig√™ncia dos E.U.A., diplomatas, jornalistas, investigadores, pol√≠ticos russos e norte-americanos que d√£o a sua opini√£o e revelam muitos factos desconhecidos do grande p√ļblico.

Destaco uma das entrevistas a Vladimir Kara-Murza, líder da oposição russa, crítico de Vladimir Putin e sobrevivente a duas tentativas de envenenamento em Moscovo.

28
Fev22

Com bigode ou sem bigode, não é essa a questão

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A √ļnica diferen√ßa entre Hitler e Stalin foi o tamanho dos seus bigodes, de resto foram iguais. Ambos foram seres especiais, cuja autoridade n√£o podia, nem devia ser questionada.

Caem os bigodes, mas persistem os seres especiais. Alguns deles fingem que foram eleitos democraticamente, outros nem se d√£o ao trabalho.¬†T√™m em comum a sua pr√≥pria insignific√Ęncia, a for√ßa motriz que os levou ao poder absoluto, poder esse que √© a sua miss√£o altru√≠sta e desinteressada de proteger o povo de tudo e de todos, excepto deles pr√≥pios.

Precisam desesperadamente de uma batalha, uma batalha qualquer, para manter a existência mesmo que ficcional,  de inimigos que precisa de combater ferozmente para justificar o seu domínio protector.

A História tem demonstrado que há algo de profundamente errado com a humanidade, que continua a permitir a ascensão de sociopatas ao poder. Mas a História é apenas um livro empoeirado e entediante que apenas serve para adormecer as insónias do mundo.

09
Fev22

70 anos de reinado ou de escravatura?

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Isabel de Inglaterra nunca p√īde fazer escolhas.

Profissão, interesses, amigos, a casa onde morar, a cidade onde viver, tempo para os filhos, as férias, os tempos livres, o que fazer no seu dia-a-dia, os descansos.

Foi uma mulher programada pelo destino que n√£o escolheu.

Sem espontaneidade ou privacidade, que humanidade lhe restará? 

Rainha ou escrava?

02
Out21

A abstenção como protesto

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Setembro j√° l√° vai, mas n√£o sem antes deixar alguns coment√°rios.¬†Um deles, relativamente √†s elei√ß√Ķes aut√°rquicas e ao seu leg√≠timo vencedor: a absten√ß√£o.

Uma democracia para o ser tem de abarcar opostos e, apesar de o voto ser um acto democrático, a sua recusa voluntária também o é. Podemos acusar os abstencionistas de irresponsabilidade democrática e por não terem votado não poderão criticar ou queixar-se do estado da nação, mas não nos podemos esquecer que um abstencionista não surge do nada.

Um voto em branco ou um voto nulo exigem que o cidad√£o se preste a sair de casa para os fazer, mas um abstencionista √© algu√©m que se encontra numa fase particular da sua vida como cidad√£o participante numa democracia. √Č algu√©m que um dia, por alguma raz√£o, decide parar. N√£o votando est√° a exercer o seu direito democr√°tico de protesto, atrav√©s da recusa e do sil√™ncio, quando todos os seus outros protestos n√£o foram ouvidos.

As promessas eleitorais e as que se seguem revestem-se cada vez mais de artifícios de ficção que vão provocando um cepticismo crónico a quem as ouve. 

Anos de governação sem atender às necessidades de um país e às dos seus cidadãos acabam por legitimar a recusa de contribuir para a aura de ficção perpetuada por quem governa.

A abstenção não é a solução e o voto tem em si todo o potencial para provocar mudanças.

Mas onde estão essas mudanças que o voto deveria provocar?

02
Set21

Notícias, histórias fictícias

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Neste quase final de Verão quero escrever futilmente sobre o nada e o vazio em que caí ao adormecer de frente para o mar, dos cabelos despenteados que recusaram o pente e a escova, da pele salgada e rebelde de sol e areia, dos meus olhos que se inundaram de marés.

Queria lá ficar onde estive, naquele estado de irresponsabilidade fingida, de despreocupação e esquecimento pelo mundo.

Notícias houvesse e ignorava-as uma por uma, histórias fictícias de um livro que recusava ler. Deixei-as ficar naquele limbo onde nada acontece, por isso neste final do mês não comentarei absolutamente nada que não seja o mar e o sol.

31
Jul21

N√£o querem ser livres, querem estar seguros

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Este Verão tem sido o Verão da indiferença.

Indiferença perante a pandemia e as regras ridículas que nos são impostas. Já ninguém respeita a incoerência governativa que este país tem sofrido à mercê dos delírios de políticos que não sabem gerir um país, quanto mais uma pandemia.

Mas receio que esta indiferença se aprofunde e nos leve a um lugar de onde não conseguiremos voltar. 

Creio que os portugueses estejam já numa fase em que estão preparados para voluntariamente submeterem a sua liberdade individual em prol da paz, da estabilidade, da segurança, mesmo que fictícias. Não querem ser livres, querem estar seguros.

Aliás, creio que há um equívoco generalizado do conceito de liberdade em Portugal que se vai acentuando cada vez mais, em que para se ser livre basta ter dinheiro. E isto preocupa-me.

Quanto mais leio, menos sei

O autor português de 2021/2022 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
Visitem o seu mundo encantado
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Tudo o que escrevi para Os Desafios da Abelha est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
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A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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