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Livrologia

Livrologia

25
Jul21

N√£o est√° nada mal o andamento deste meu ciclo de leitura

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Acabei de ler Poesia I e tenho mais dois volumes à minha espera, no entanto não consigo evitar aquela sensação de abandono, de saudosismo já pelo término compassado da leitura de Sena. 

Não vou ler os ensaios literários, aliás alguns deles estudados para os exames da faculdade, nem os seus ensaios políticos. Talvez mais tarde.

Neste ciclo de leitura quero apenas focar-me na poesia e na prosa, com um pequeno desvio pela correspondência que trocou com algumas figuras bem conhecidas e pelas entrevistas que deu a vários meios de comunicação social.

Entretanto, continuo a intercalar com a leitura da sua poesia os contos de Antigas e Novas Andanças do Demónio, que têm sido uma revelação para mim, como a leitora que Sena está a reconquistar.

Considerando todas as contingências que a minha rotina tem sofrido, creio que não está nada mal o andamento deste meu ciclo de leitura.

16
Jul21

A minha estante brevemente ter√° vista para o mar

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F√©rias, uma palavra que n√£o constou do meu dicion√°rio durante estes √ļltimos dois anos. Finalmente irei conseguir usufruir de alguns dias para longe da intensidade do trabalho que me tem roubado o oxig√©nio.¬†

A minha estante brevemente ter√° vista para o mar e as p√°ginas com aroma a maresia far-me-√£o com certeza adormecer, mas n√£o por m√° literatura, simplesmente viajando pelo sonho das palavras.

Nas férias leio mais imprensa escrita do que no resto do ano e de livros levarei comigo Sena, apenas e só. Bastar-me-á depois a imensidão do mar e o deserto de areia.

06
Jul21

Demoro-me sempre mais na leitura do texto poético

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Os leitores incautos deste blog sabem que estou completamente mergulhada na poesia de Sena.

Sei que vos reviro os olhos de impaciência, que vos provoco sonos profundos de tédio porque só penso, só leio, só escrevo sobre Sena, Sena, Sena.

Perdoem-me a falta de variedade de leituras, mas Sena foi uma promessa de leitura j√° tantas vezes adiada que n√£o posso, n√£o devo, n√£o vou abandon√°-lo.

Aconteceu o mesmo com Sophia. 

O mais provável é que aconteça novamente com outros autores que nunca pude ler, por uma razão ou por outra e, se só agora conquistei bravura para o fazer, fá-lo-ei sem olhar para trás.

Al√©m disso, demoro-me sempre mais na leitura do texto po√©tico do que do narrativo. No narrativo h√° mais espa√ßo para as divaga√ß√Ķes explanat√≥rias, enquanto que o texto po√©tico¬†sofre de uma aparente claustrofobia, exigindo o desbravar dos seus versos, rios estreitos que desaguam num mar imenso.

E é por lá que tenho andado à procura da minha foz.

03
Jun21

Esta não é uma declaração de abandono da blogosfera

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N√£o tenho escrito tanto como queria. Ali√°s, ando muito distante da blogosfera e de tudo o que se assemelhe a rede social.

Estou cada vez mais viciada nesta dist√Ęncia que me tem permitido ler mais, escrever mais e viver mais.

Redescobrir a vida fora do digital é como nascer outra vez: as cores ficam mais vivas, o ar mais leve e o sentir mais puro. Esta não é uma declaração de abandono da blogosfera, porque adoro cá estar, é apenas um novo modo de estar nela.

22
Mai21

Talvez seja do sol, da lua ou das marés

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Arredada da blogosfera e a viver na minha estante tenho vivido uma vida dupla. Secretamente sou uma ladra sem escr√ļpulos. Roubo impiedosamente tempo para ler, aquilo que, de facto, alimenta este blog.¬†N√£o posso escrever sobre o que n√£o leio.

Por enquanto continuo muito - talvez demasiado - focada na poesia de Sena. Ando obcecada por ele.

Não há explicação plausível para esta minha secreta obsessão que cresce de dia para dia.

Talvez seja do sol, da lua ou das marés, apenas sei que não consigo deixar de ler os seus poemas, como um vício a que me agarro em busca de inspiração para os meus dias, que continuam tão ou mais intensos que outrora.

Se n√£o fossem eles...

24
Abr21

Dia Mundial do Livro, a leitura como forma de rebeli√£o

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N√£o escrevi ontem sobre o Dia Mundial do Livro, porque fui comemor√°-lo, saindo do ref√ļgio das suas p√°ginas, com encontro virtual marcado com um deles: Uma Hist√≥ria da Leitura de Alberto Manguel.

Manguel, um dos grandes bibliófilos do nosso tempo, dedicou a sua vida à leitura e ao livro.

A sua pátria, diz, é a sua própria biblioteca, que construiu ao longo dos anos e que conta já com 40 mil volumes, que decidiu doar a Lisboa, ao abrigo do projecto Centro de Estudos de História da Leitura.

O Conselho Honorário do centro irá integrar escritores como Olga Tokarczuk, Salman Rushdie, Margaret Atwood, Tolentino de Mendonça e Chico Buarque.

Muitas vezes, senti que a minha biblioteca explicava quem eu era, me conferia um eu sempre em mudança, que se transformava constantemente ao longo dos anos.

Um grande defensor do livro e da leitura, Manguel revela:

Na história da escrita, os leitores nunca foram a maioria, sempre foram a elite, mas é uma elite à qual todos podem pertencer, é como um clube elitista, mas com as portas abertas.

A luta pela liberdade não se faz apenas com um cravo nas mãos, reside no não conformismo e um dos meios para o praticar é através da leitura:

Se conseguirmos dizer-lhes que a melhor forma de rebelião está na sua inteligência, que a leitura é a forma mais efetiva de subversão, quem sabe podemos conseguir algo.

Se a esses leitores em pot√™ncia se inculca desde muito cedo n√£o confiar na sua intelig√™ncia, n√£o deixar que a sua imagina√ß√£o se exercite, seguir as restri√ß√Ķes dos sistemas educativos, que atualmente s√£o campos de treino para o escrit√≥rio e a f√°brica, gradualmente tornamo-nos seres que n√£o refletem, porque os valores da reflex√£o e da leitura s√£o o dif√≠cil.

11
Abr21

A poesia tem sido o meu oxigénio

instante.pngNestas √ļltimas semanas as leituras √© que me t√™m escolhido e n√£o eu a elas. Abrem-se perante mim como se soubessem o que preciso de ler em determinado momento. E sabem-no, de facto.

As fomes da minha mente ultrapassam já os meus quereres e para saciá-las, nunca imaginaria que seria através da poesia.

Por isso, não será estranha a partilha de tantos versos de Jorge de Sena que vão embelezando alguns minutos roubados aos meus dias intensos e atarefados. 

A poesia tem sido o meu oxigénio.

31
Mar21

A celebrar o Dia Mundial do Teatro

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Para celebrar o Dia Mundial do Teatro, que já ocorreu a 27 de Março, estou a ler Filoctetes de Sófocles. Não encontrei melhor homenagem ao teatro do que ler uma tragédia grega.

Os tempos invulgares que atravessamos est√° cheio de inesperados e foi num deles que conheci¬†Filoctetes,¬†a √ļltima pe√ßa que S√≥focles encenou:

 

A trag√©dia de um homem rejeitado e atirado para uma solid√£o injusta e roaz de dez anos e a sua luta contra toda a esp√©cie de press√Ķes e amea√ßas, viessem de onde viessem, para continuar livre e senhor do seu querer e dos seus actos.

in Prefácio de José Ribeiro Ferreira

Quanto mais leio, menos sei

O autor português de 2021 é Jorge de Sena
Preparem-se para dar a volta ao vosso mundo
A autora portuguesa em destaque de 2019/2020 foi Sophia de Mello Breyner Andresen
Visitem o seu mundo encantado
Tudo o que escrevi para o Desafio de Escrita dos P√°ssaros est√° aqui!
Tudo o que escrevi para Os Desafios da Abelha est√° aqui!
Já começou a viagem pelo mundo da Gata Borralheira.
Cinema e literatura num só.
Venham também!
bookinices_spring.png
A imprensa comentada no final de cada mês na Operação Bookini
Espreitem as bookinices
A autora deste blog n√£o adopta o novo Acordo Ortogr√°fico.

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