Cento e cinquenta mil pessoas passaram à frente do seu caixão nos 3 dias em que ele ficou exposto.
A União Soviética chorava a morte precoce de um dos seus maiores poetas. A sua vida e obra permanecem um emblema deste que foi um dos mais importantes acontecimentos históricos do século 20: a Revolução Russa.
Maiakovski, que sempre teve uma bandeira de luta hasteada no seu coração incendiado, saiu com estrondo do mundo para entrar, também estrondosamente, na História.
Como um dos mais autênticos e vigorosos poetas da Revolução.
Provavelmente, ao sentir que a Revolução não era o paraíso libertário que imaginara e que era infeliz no amor, roído pela depressão, Maiakovski optou por matar-se.
Tinha uma certa consciência de que o futuro o aguardava... para entendê-lo.
Mas, depois da sua morte, quando já não incomodava, Estaline transformou-o no poeta da revolução e, numa carta a Iejov, escreveu:
Peço que dê atenção à carta de Lília Brik. Maiakovski foi e continua a ser o melhor e mais talentoso poeta da época soviética. A indiferença para com a sua obra é um crime.