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Livrologia

by Miss X

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06
Jan19

Thomas Stearns Eliot | A Terra sem Vida

O que transcrevo aqui são as palavras que melhor descrevem por onde esta leitura me levou:

The Waste Land [A Terra sem Vida] é uma terra onde não existe água e onde não existe amor. No quinto e último andamento, já depois de atingida a capela, uma rajada húmida anuncia a chuva, e nas palavras do trovão, Datta, Dayadhvam, Damyata, que significam em sânscrito «dá, condói-te, controla», parece encontrar-se o caminho para «a Paz que ultrapassa o entendimento», shantih. É repetindo três vezes esta bênção sânscrita, à maneira de uma Upanishad, que o poema termina lentamente.

 

Se Ulysses, a admirável obra de James Joyce, oferece em mais de setecentas páginas uma visão do homem e do mundo, em que o passado e o presente se interpenetram, The Waste Land [A Terra sem Vida], o mais famoso dos poemas modernos, consegue em apenas 433 versos transmitir uma idêntica visão. Só a grande Poesia permite uma tal síntese.

in Introdução de Maria Amélia Neto a A Terra sem Vida de T.S. Eliot