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Livrologia

by Miss X

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19
Set18

William Somerset Maugham| Gerald Haxton, o grande amor da sua vida

Imagem relacionadaSomerset Maugham e Gerald Haxton

@www.pinterest.pt

 

Haxton e Maugham conheceram-se em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial quando começaram a servir na unidade de ambulância da Cruz Vermelha na Flandres francesa. 

Americano, natural de São Francisco, Haxton torna-se não só em amante, mas também em secretário pessoal de Maugham.

 

Maugham e, em menor grau, Haxton foram afectados pelo julgamento de Oscar Wilde, julgado pelo crime de "indecência" - um eufemismo para homossexualidade -, ilegal no Reino Unido até aos anos 60.

 

À época os homossexuais e os bissexuais como Maugham não se revelavam com receio de recriminações. No entanto, em 1915, Haxton e John Lindsell, foram presos num hotel de Covent Garden, sob a acusação de "indecência". Enquanto estavam à procura de desertores, os polícias militares invadiram o quarto de hotel de Haxton e Lindsell, apanhando-os em flagrante. Ambos foram julgados pela mesma lei que Oscar Wilde, mas quando compareceram no Tribunal Criminal Central em Old Bailey foram absolvidos.

 

Haxton deixou o país pouco tempo depois e, em Fevereiro de 1919, é deportado do Reino Unido como um estrangeiro indesejável e nunca mais foi autorizado a entrar no país. Os documentos que justificam os motivos da deportação foram arquivados numa categoria de acesso especial por 100 anos e continuam indisponíveis para consulta pública.

 

Maugham e Haxton viajaram para o estrangeiro durante a maior parte da Primeira Guerra Mundial e optaram por viver na Riviera Francesa na vila "Mauresque". Puderam viver o seu relacionamento com uma certa liberdade, apesar da deportação de Haxton, até que foram obrigados a fugir dos alemães que avançavam sobre França, no início da Segunda Guerra Mundial.

 

Apesar de tudo, amaram-se durante 30 anos.

 

Em  Maio de 1944 Haxton é internado no hospital em Nova Iorque, com diagnóstico de tuberculose e doença de Addison.

Morre em Novembro.

 

Em 1949 Maugham dedica-lhe o livro A Writer’s Notebook:

In Loving Memory of My Friend Frederick Gerald Haxton, 1892–1944